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Principal museu de fotografia de Paris faz temporada dedicada ao Brasil

Principal museu de fotografia de Paris faz temporada dedicada ao Brasil
 
Gabriel Brust/RFI

A fotografia brasileira estará em evidência durante todo o verão europeu em um dos espaços de arte mais importantes de Paris. A Maison Européenne de la Photographie (MEP) está totalmente ocupada por exposições do alagoano Celso Brandão, do carioca Joaquim Paiva, do paulista Vik Muniz e do francês Marcel Gautherot (1910 – 1996). Apesar de francês, Gautherot ficou conhecido por fotografar o Brasil, principalmente os primeiros anos de Brasília.

Celso Brandão traz as entranhas em preto e branco de seu Estado natal. “É o meu material dos anos 90, produzido em analógico em uma câmera de médio formato”, conta Brandão. “Esse material estava guardado por duas décadas e meia, e Miguel Rio Branco, passando por Alagoas, viu esse material e, imediatamente, fez uma edição que virou livro. E depois surgiu esse convite da MEP”, detalha o fotógrafo.

As quatro mostras chamam a atenção pelos contrastes entre si e mostram a diversidade da fotografia brasileira. Não há ligação aparente entre elas. “São vertentes muito diferentes”, diz o cineasta e fotógrafo Miguel Rio Branco. “Não dá para dizer nem que existe uma fotografia francesa. Isso é algo que curadores nacionalistas querem encontrar”, afirma, sobre a suposta existência de uma “fotografia brasileira”.

De Joaquim Paiva e Michel Gautherot o público encontrará olhares diferentes sobre a capital, Brasília. Gautherot ocupa os dois espaços mais nobres da MEP em uma mostra que traz a marca de um fotógrafo-arquiteto que se encantou com a capital brasileira.

Diferente de todos eles é Vik Muniz, artista brasileiro consagrado nos Estados Unidos e que trafega no limite entre fotografia e artes plásticas. “Eu sou uma espécie híbrido”, diz Muniz. “A fotografia brasileira tem uma diversidade muito saudável. A minha área é de investigação midiática”, define.

A exposição de Vik Muniz traz um recorte bem específico: a coleção de Géraldine e Lorenz Bäumer, célebre joalheiro frances. “Somos amigos e estamos sempre trocando coisas. Nenhuma obra desta exposição foi comprada por ele. É resultado de trocas e conversas de amigos durante 20 anos”, conta Muniz.

Une Saison Brésilienne, que reúne exposições de Celso Brandão, Joaquim Paiva, Vik Muniz e Marcel Gautherot na Maison Européenne de la Photographie, em Paris, vai até 28 de agosto.

 


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