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Cultura

Morre o maliano Malick Sidibé, pioneiro da fotografia africana

media "Noite de Natal" (1963), de Malik Sidibé. Malick Sidibé / Courtesy Galerie MAGNIN-A, Paris

Malick Sidibé, considerado um dos pais da fotografia na África e conhecido por seus retratos emotivos da vida diária do Mali, morreu em Bamako, aos 80 anos, anunciou familiares nesta sexta-feira (15).

O artista "lutava contra uma doença" que o venceu na noite de quinta-feira (14), anunciou à AFP o sobrinho, Umar Sidibé, sem fornecer mais informações. "É uma grande perda para o Mali, Sidibé era parte de nosso patrimônio cultural", declarou a ministra de Cultura malinesa, N'Diaye Ramatulaye Diallo.

A obra de Malick Sidibé foi recompensada, entre outros importantes prêmios, com o Leão de Ouro na Bienal de Veneza, o prêmio Hasselblad (Suécia) e o do ICP (Centro Internacional da Fotografia, de Nova York).

Chamado de "olho de Bamako", Sidibé morreu aos 80 anos. ANDRE DURAND / AFP

"Ele era um dos grandes. Documentou a vida de Bamakoo, com fotos que têm um valor inegável", lembrou Samuel Sidibé, diretor do museu nacional da capital do Mali e delegado geral da Bienal africana da fotografia.

Sidibé foi um dos pais da fotografia no continente africano

Segundo o ministério da Cultura francês, Sidibé "foi um dos pais da fotografia africana" junto com Seydu Keita (1921-2001), outro conhecido fotógrafo do Mali, que é tema de uma retrospectiva em exposição no Grand Palais, de Paris.

“Testemunha da efervescência da independência de seu país, entre os jovens apaixonados pela música, Malick Sidibé fotografou as festas e os prazeres de Bamako", observou a ministra francesa da Cultura, Audrey Azoulay.

(Com informações da AFP)
 

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