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Cultura

"Fatima", drama de doméstica imigrante, recebe César de melhor filme

media O diretor Philippe Faucon, ao receber o César de melhor filme por "Fátima", nesta sexta-feira (26). REUTERS/Philippe Wojazer

O filme "Fatima", do diretor franco-marroquino Philippe Faucon, recebeu na noite desta sexta-feira (27) o prêmio de melhor filme no César, a maior premiação do cinema francês. O longa, ainda sem previsão de estreia no Brasil, conta o drama de uma empregada doméstica magrebina, vivida pela atriz Soria Zeroual, que cria sozinha suas duas filhas na França.

Philippe Faucon recebeu a estatueta das mãos da célébre atriz francesa Juliette Binoche. "Não consigo acreditar que estou aqui agora. Devo isto enormemente às três magníficas de 'Fátima'", declarou seu diretor Philippe Faucon, referindo-se às três principais atrizes do filme.

Além do César de melhor longa-metragem, "Fátima" levou o de melhor roteiro adaptado e melhor atriz revelação, a jovem Zita Hanrot.

O aclamado "Cinco Graças" (Mustang), da diretora franco-turca Deniz Gamze Erguven, ficou com os prêmios de melhor primeiro filme, melhor roteiro, melhor montagem e melhor trilha sonora. O longa narra a odisseia de cinco irmãs, na Turquia, que enfrentam o drama da repressão da liberdade e dos casamentos arranjados. Neste domingo (28), "Cinco Graças" concorre
ao Oscar de melhor filme estrangeiro.

O prêmio de melhor atriz foi atribuído à Catherine Frot, por sua interpretação em "Marguerite", no qual interpreta uma diva tragicômica. O longa, dirigido por de Xavier Giannoli, também levou os prêmios de melhor som, figurino e cenário.

O francês Vincent Lindon recebeu o César de melhor ator por "O valor de um homem" (La Loi du Marché). A obra, que trata da brutalidade do mundo do trabalho, que já lhe rendeu o prêmio de melhor interpretação masculina no Festival de Cannes.

Já o diretor Arnaud Desplechin foi reconhecido com o prêmio de melhor diretor por "Três Lembranças da Minha Juventude" (Trois souvenirs de ma jeunesse). A obra se concentra nos principais momentos da vida de Paul Dédalus, interpretado por Mathieu Amalric, a infância traumática, uma viagem à Rússia durante a juventude, e a paixão por uma mulher na idade adulta.

Após levar quatro prêmios Oscar em 2015, "Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)", do mexicano Alejandro González Iñárritu, levou o César de melhor filme estrangeiro. A comédia tragicômica, protagonizada por Michael Keaton, narra a trajetória de um ex-ator de filmes de super-heróis, que quer voltar ao estrelado através do teatro.

O César honorário ficou com o ator americano Michael Douglas, que já recebeu o prêmio em 1998. "Para mim, a França é um país extraordinário. Conheci Catherine [Zeta-Jones, sua esposa] em Deauville. Estou muito feliz", declarou o astro no tapete vermelho.

Confira a lista completa de vencedores

Melhor filme: "Fatima", de Philippe Faucon

Melhor diretor: Arnaud Desplechin, por "Três Lembranças da Minha Juventude" (Trois souvenirs de ma jeunesse)

Melhor atriz: Catherine Frot, de "Marguerite"

Melhor ator: Vincent Lindon, de "O valor de um homem" (La Loi du Marché)

Melhor atriz coadjuvante: Sidse Babett Knudsen, de "L'Hermine"

Melhor ator coadjuvante: Benoît Magimel, de "De Cabeça Erguida" (La Tête Haute)

Melhor revelação feminina: Zita Hanrot, de "Fatima"

Meilleur revelação masculina: Rod Paradot, de "De Cabeça Erguida" (La Tête Haute)

Melhor roteiro: "Cinco Graças" (Mustang), de Deniz Gamze Ergüven

Melhor filme estrangeiro: "Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)", de Alejandro González Iñárritu

Melhor curta-metragem: "La contre-allée", de Stéphane Demoustier, Cécile Ducrocq e Guillaume Dreyfus

Melhor primeiro filme: "Cinco Graças" (Mustang), de Deniz Gamze Ergüven

Melhor adaptação: "Fatima", de Philippe Faucon

Melhor animação: "Le Petit Prince", de Dimitri Rassam, Mark Osborne e Aton Soumache.

Melhor figurino: Pierre-Jean Larroque, por "Marguerite"

Melhor direção de arte: Martin Kurel, por "Marguerite"

Melhor som: Gabriel Hafner, por "Marguerite"

Melhor fotografia: Christophe Offenstein, por "Valley of Love"

Melhor montagem: Mathilde Van De Moortel, por "Cinco Graças" (Mustang)

Melhor documentário: "Demain", de Mélanie Laurent, Bruno Levy e Cyril Dion

Melhor trilha original: "Cinco Graças" (Mustang), de Warren Ellis

Melhor curta de animação: "Le repas dominical", de Céline Devaux e Ron Dyens

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