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Cultura

Morre Jacques Rivette, cineasta da Nouvelle Vague

media O cineasta francês Jacques Rivette, em 2009. DAMIEN MEYER / AFP

O diretor Jacques Rivette, uma das principais figuras do movimento de cinema francês Nouvelle Vague, morreu nesta sexta-feira (29), em Paris, aos 87 anos. A informação foi divulgada por sua biógrafa, Hélène Frappat.

Nascido em 1º de março de 1928 em Rouen, no noroeste da França, Rivette deu seus primeiros passos no mundo do cinema como crítico, assim como os futuros pilares da Nouvelle Vague francesa, Jean-Luc Godard, François Truffaut e Eric Rohmer.

Rivette dirigiu mais de 30 filmes, entre longas e curtas, ficções e documentários. Entre suas obras mais célébres, figuram "Paris nos pertence" (1958), "A Religiosa" (1966), "Céline e Julie vão de barco" (1974) e "A bela intrigante" (1991).

Rivette causou polêmica na França ao lançar "A Religiosa". Baseado em um romance de Diderot, o longa conta a história de Suzanne, enviada à força pelos pais a um convento, mas que se recusa a ser freira. A obra foi censurada até 1967, um ano após seu lançamento, e até hoje é proibida aos menores de 18 anos.

Crítico da famosa publicação Cahiers du Cinéma desde 1952, o cineasta assumiu a direção da revista entre 1963 e 1965. Na publicação, o diretor também assinou importantes textos sobre a sétima arte, considerados como uma herança sobre o cinema moderno.

Fã da experimentação e do teatro

Para Rivette, os filmes podiam ser sempre experimentais. Ele não hesitava em ignorar os códigos, a filmar obras longas e impor um ritmo lento, concedendo uma liberdade aos espectadores para descobrirem seus personagens.

Apaixonado pelo teatro, gostava de trabalhar com histórias de complô, filmar a movimentação das pessoas nas ruas de Paris e, durante muito tempo se recusou a utilizar um roteiro. Para ele, isso dava mais liberdade aos atores para encarnar os personagens.

Políticos e classe artística homenageiam Rivette

O presidente francês, François Hollande, saudou Rivette como "um dos maiores cineastas franceses, cuja obra fora de padrões deu a ele um reconhecimento internacional". Já a ministra francesa da Cultura, Fleur Pellerin, declarou que Rivette era "um dos principais cineastas da intimidade e da impaciência amorosa".

A classe artística também reagiu à morte do cineasta. O crítico Gilles Jacob, ex-presidente do Festival de Cannes, classificou Rivette como "uma das mais lúcidas, mais inventivas e mais livres personalidades da Nouvelle Vague".

A atriz franco-dinamarquesa Anna Karina, estrela da Nouvelle Vague dirigida por Rivette em "A Religiosa", declarou que o cinema francês perdeu "um de seus diretores mais livres e inventivos".

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