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Fotógrafo brasileiro celebra voo de Santos Dumont em mostra parisiense

Fotógrafo brasileiro celebra voo de Santos Dumont em mostra parisiense
 
O fotógrafo Rogério Reis fez uma miniatura do avião 14-bis para realizar as imagens da exposição que apresenta em Paris em 2016.

A programação cultural francesa para 2016 promete. Além de grandes mostras em Paris, três exposições inusitadas levarão a literatura e as histórias em quadrinhos para dentro dos museus. Já o Brasil será representado em Paris com mostra do fotógrafo Rogério Reis, desta vez celebrando os 110 anos do voo do 14-bis, no Parque de Bagatelle.

A partir de setembro, Rogério Reis, um dos fotógrafos brasileiros mais prestigiados na França, celebra os 110 anos do primeiro voo de Alberto Santos Dumont. A exposição, ainda sem título, será formada por fotos que Rogério fez quando convidado a visitar Paris. Sem perder tempo com clichês, o fotógrafo produziu uma maquete do 14-bis, fazendo-a "sobrevoar" lugares ícones da cidade mais fotografada do mundo.

"O que eu vou fotografar em Paris? A capital francesa é uma referência em fotografia clássica e moderna, muito bem executada, com os grandes mitos que já fotografaram Paris, como Robert Doisneau, Cartier Bresson etc. Eu me perguntei, o que é que a gente vai fazer lá? Por ter colocado esta questão é que me veio a ideia de fazer um protótipo do 14-bis, em miniatiura, e levar para a cidade".

O 14-bis voou pela primeira vez na história no dia 23 de outubro de 1906, em Bagatelle, no Bois de Boulogne, onde Rogério fará, a seu aberto, a sua exposição. O curioso resultado das fotos dá a impressão de que o primeiro avião de Santos Dumont está realmente voando sobre Paris, em pleno século 21. "Eu montei um 14-bis de papelão, um miniavião de 40 centímetros. Depois, amarrei um fio de nylon nas asas, na cauda e no bico da maquete, como se fosse uma marionete. Às vezes, quando ventava ele chegava a se sustentar no ar, porque era feito de papelão, como se não precisasse do fio de nylon para voar".

As manobras do pequeno 14-bis pelas ruas de Paris chamaram atenção de muita gente, o que tornou a operação ainda mais pitoresca. "Para a minha surpresa, o mais divertido foi fazer essa ação em Paris. Fazer o protótipo voar aí. Era uma performance, todo mundo na rua via, interagia, perguntava. Até os policiais, que viam o que eu estava fazendo à distância, chegavam perto para entender o que estava acontecendo, e depois riam, achavam graça".

A exposição de Rogério Reis começará no dia 15 de setembro, no Parque de Bagatelle, encerrando no dia 23 de outubro, mesmo dia em que Santos Dumont entrou para a história da aviação em Paris.

Literatura entra nos museus

Entre junho e setembro, o Palais de Tokyo abre suas portas para uma exposição do escritor francês Michel Houellebecq, autor de obras polêmicas como Partículas Elementares, Plataforma e, mais recentemente, Submissão. Mas não se trata, como explica a direção do centro de arte contemporânea, de uma exposição sobre Houellbecq, mas produzida pelo escritor, que foi convidado a ser o curador da sua própria mostra, podendo exibir o que bem entender. A exposição, já batizada Rester Vivant (Permanecer Vivo, em português), reunirá fotografias, instalações e filmes realizados pelo próprio autor, além de obras de outros artistas convidados por Houellbecq, como o músico Iggy Pop e o artista plástico Robert Combas.

Em 2010, Houellbecq ganhou o Prêmio Goncourt, a principal homenagem literária da França, com o livro O Mapa e o Território, que faz um crítica mordaz ao milionário mundo das artes plásticas. Logo, muita gente está curiosa para ver o que o enfant terrible das letras francesas vai aprontar com a oportunidade de fazer a sua própria exposição.

Oscar Wilde no Petit Palais

O escritor irlandês Oscar Wilde morreu há mais de cem anos e, por sua vez, não poderá fazer a sua própria exposição. Nem por isso o Petit Palais deixa de homenageá-lo, em Paris, com uma mostra que começa em outubro e vai até janeiro de 2017. Nela, os visitantes poderão ver peças raras, como manuscritos, primeiras edições, fotografias e cartas pessoais do acervo do autor.

Autor de O Retrato de Dorian Gray e de clássicos do teatro contemporâneo, como A Importância de Ser Perfeito, Wilde exilou-se em Paris depois de cumprir dois anos de prisão em Londres por homossexualismo. Das suas peças mais famosas, Salomé se destaca sendo a única escrita originalmente em francês, para a atriz Sarah Bernhardt.

Apesar de bem relacionado na boemia francesa da Belle Époque, sendo amigo de André Gide, Verlaine e Mallarmé, Wilde morreu pobre e decadente, em 1900, sendo enterrado no cemitério do Père Lachaise, em Paris.

Tintim vai ao museu

Enquanto o Petit Palais homenageia Oscar Wilde, o Grand Palais, do outro lado da rua, cederá o seu espaço para o mais intrépido repórter da história: Tintim, o personagem das histórias em quadrinho de Hergé, o desenhista belga morto em 1983. A exposição, de fato, fará uma retrospectiva do trabalho do artista, tido por muitos como o "pai" das histórias em quadrinho europeias, que influenciou gerações de desenhistas. As aventuras de Tintim já venderam mais de 250 milhões de exemplares em todo o mundo, sendo traduzidas em mais de cem idiomas.


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