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Cultura

Com Julian Assange e big data, novo Astérix estreia em 20 línguas

media O novo álbum de Asterix, "O Papiro de César" REUTERS/Charles Platiau

Meia-noite todas as livrarias da França estão fechadas. Todas? Não! Uma livraria no Boulevard Saint-Germain ocupada por irredutíveis gauleses resistia, ainda e sempre, às centenas de invasores que tentavam conseguir uma versão autografada de '"O Papiro de César", a mais nova aventura de Astérix. Com uma tiragem de 4 milhões de exemplares traduzidos em 20 línguas, o álbum chega às estantes do mundo inteiro nesta quinta-feira (22), mas estreou em primeira mão na capital francesa (gaulesa?) nesta madrugada.

Assim como "Astérix entre os Pictos", lançado há dois anos, o roteiro é assinado por Jean-Yves Ferri, e os desenhos, por Didier Conrad, que assumiu a dura missão de dar carne e osso ao mais popular dos heróis franceses depois que Albert Uderzo, o desenhista original, pendurou a pena em 2011.

Neste novo livro, o gaulês bigodudo se confronta com temas bastante atuais, como as redes sociais e a espionagem, com uma mãozinha de um personagem que, não por acaso, é a cara do Julian Assange e, por pouco, não foi batizado de "Wikilix". Esse personagem que, na versão francesa, ficou com o nome Doublepolémix, recebe um documento comprometedor de um escriba pessoal de César chamado Bigdatha e tenta fazê-lo chegar aos gauleses irredutíveis.

Por isso, Conrad garante que é um "álbum para adultos, mas sem sexo". Algo como o clássico "Obélix e Companhia", em que o roteirista original René Goscinny dá uma aula sobre o funcionamento do capitalismo financista, com o auxílio do personagem Caius Vendemonus, um tecnocrata romano cujos traços são abertamente inspirados no ex-presidente francês Jacques Chirac.

Em 1975, um ano antes da publicação do livro, o então primeiro-ministro Chirac capitaneou um plano de combate à crise econômica por meio da injeção de liquidez nas pequenas e médias empresas - exatamente o que faz Vendemonus com a pedreira em que Obélix fabrica seus menires.

Cooperação internacional

Para repetir essa tradição de humor inteligente e universal, não basta copiar os estilos de texto e imagem dos autores originais. É preciso pensar como eles. Para isso, os dois autores tiveram de trabalhar sob a vigilância atenta de Uderzo, de 88 anos, e da filha de René Goscinny, Anne. O contato entre todos esses autores e revisores se fez basicamente por e-mail, já que Ferri mora na França e Conrad, em Austin, nos Estados Unidos.

O roteiro caiu nas graças de Anne Goscinny, principalmente porque a história se passa durante o período em que Júlio César escrevia sua célebre "Guerra das Gálias": "Esse era o livro de cabeceira do meu pai", disse Anne à AFP, acrescentando que Goscinny "adorava César, a quem considerava mais mentiroso que ele próprio".

Astérix é a história em quadrinhos mais vendida do mundo. O 35° álbum, "Astérix entre os Pictos", vendeu mais de 5 milhões de cópias ao redor do mundo. Desde a criação do personagem, em 1959, foram mais de 365 milhões de vendas.

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