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Cultura

Com ou sem Chanel, Lagerfeld invade cena cultural europeia

media Os talentos de fotógrafo de Karl Lagerfeld são expostos na Pinacoteca de Paris. www.pinacotheque.com

O estilista Karl Lagerfeld está no centro de dois eventos que devem agitar a cena cultural europeia a partir desta semana. O trabalho do alemão como fotógrafo é tema de uma imensa retrospectiva que abre suas portas em Paris, enquanto Londres acolhe uma exposição sobre a maison Chanel, na qual grande parte do percurso mostra como o Kaiser da moda revigorou a imagem da marca, para quem trabalha há mais de 30 anos.

Para alguém que sempre rejeitou a ideia de ver seu trabalho em um museu, Karl Lagerfeld está mais do que presente nas grandes instituições culturais neste momento. Depois da retrospectiva Modemethode, organizada entre março e setembro no Centro nacional de exposições de Bonn, sua cidade natal, agora é a vez de Paris e Londres homenagearem um dos nomes mais versáteis do mundo das passarelas.

Do lado francês, será aberta ao público nesta sexta-feira (16) na Pinacoteca parisiense a mostra A Visual Journey, um passeio pelo universo do Lagerfeld fotógrafo. Paisagens, arquitetura, retratos de celebridades e fotos de moda fazem parte do percurso, que atesta a diversidade de suas referências. “As pessoas sempre querem saber qual é meu estilo fotográfica, mas eu mesmo não sei. O observador é que deve me dizer isso. Tenho vários estilos ou nenhum ao mesmo tempo. O importante é não ficar imóvel, nem na vida, nem na moda, nem na fotografia”, explica o alemão.

Lagerfeld começou a fotografar profissionalmente em 1987, quando, ao reclamar da qualidade das imagens que Chanel fornecia aos jornalistas, foi “empurrado” para a disciplina, como ele mesmo sempre conta. “Éric Pfrunder, diretor de Imagem das atividades de moda da marca me disse : se não está contente, por que não faz você mesmo ?”, relembra o estilista/fotógrafo. “Hoje a foto faz parte da minha vida”, diz o workaholic que, além da direção artística da maison parisiense, também é responsável pelo estilo da italiana Fendi há 50 anos e por sua própria marca.

Chanel pelos olhos de Lagerfeld

Do outro lado do canal da Mancha, a Saatchi Gallery de Londres inaugurou, também esta semana, a exposição Mademoiselle Privé. A mostra é uma espécie de incursão no mundo de Gabrielle Chanel, na qual o visitante aprende ou relembra as principais referências da estilista. E mesmo se a homenagem não é diretamente para Lagerfeld, é como se fosse, pois toda a exposição visa colocar em evidência o patrimônio da maison visto pelos olhos do alemão e sua contribuição nos últimos 30 anos.

A mostra conta novamente a história do perfume Chanel n°5, fala dos amantes da estilista, e traz os modelos mais emblemáticos de sua carreira, mas um dos pontos altos da exposição é um encontro virtual entre Karl e Chanel, em um filme realizado pelo próprio diretor artístico. Em uma conversa improvável – já que o alemão nunca encontrou a francesa, morta em 1971 – Coco, interpretada por Geraldine Chaplin, pergunta a Lagerfeld : “o que você acha que está fazendo?” Ao que o estilista responde: “estou te mantendo viva”.

O vídeo resume bem o papel de Karl na maison, pois ele ressuscitou uma marca moribunda, reinterpretando seus códigos estéticos, mas sem medo de, quando necessário, ignorá-los completamente. Como ao modernizar, logo nos primeiros desfiles à frente da grife, com peças que Gabrielle Chanel sempre criticou, como as minissaias. "Imagino que ela não estaria de acordo comigo (...) Teria odiado", diz o alemão, famoso por suas frases polêmicas.

Abertura estratégica para o comércio virtual

A exposição londrina, que ocupa três andares da Saatchi Gallery, conta também com uma dimensão tecnológica que nem sempre faz parte do universo da maison. Além do burburinho habitual feito nas redes sociais para esse tipo de evento, um aplicativo foi criado especialmente para “prolongar a experiência da visita”. A iniciativa mostra a vontade da marca, uma das poucas do setor a hesitar na estratégia da venda pela internet, de entrar de vez no mundo virtual.

E como no mundo do luxo nada é por acaso, essa visibilidade de Lagerfeld também coincide com um momento de retomada intensa das atividades de sua própria grife que, após a abertura de uma nova loja em Londres no ano passado, lança atualmente uma plataforma de vendas online em cinco línguas e 97 países. Quando se sabe que as compras pela internet já são responsáveis por 6% dos negócios no setor, dá para entender o interesse. 

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