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Peça sobre bailarino Nijinsky é o único espetáculo brasileiro no Festival de Avignon

Peça sobre bailarino Nijinsky é o único espetáculo brasileiro no Festival de Avignon
 
No papel de Nijinsky, João Paulo Lorenzon pula em cima de uma cama elástica para ilustrar os saltos majestosos do bailarino russo. Nijinsky /maurizio mancioli

Depois de uma temporada de sucesso no SESC Belenzinho de São Paulo em 2014, a peça Nijinsky- Minha Loucura é o amor da humanidade tenta uma carreira internacional no Festival de Avignon esse ano. Um diálogo entre dança e teatro inspirado em um dos maiores ícones do balé clássico: o russo Vaslav Nijinsky (1890-1950), considerado o criador da dança moderna.

Mais do que falar sobre o bailarino, a peça é centralizada no homem Nijinsky, na sua relação entre vida íntima e figura pública e na vulnerabilidade do artista. Uma cama elástica foi colocada no centro do palco, onde o ator João Paulo Lorenzon, que interpreta Nijinsky, realiza saltos de até três metros. Gabriela Melão, autora do texto, explica que a proposta foi de mostrar a genialidade e ao mesmo tempo a instabilidade emocional do artista.

Nijinsky, o pai da dança moderna

Valav Nijinsky, russo de origem polonesa, ficou conhecido como o bailarino e coreógrafo que revolucionou os cânones do balé clássico. Conhecido por seus saltos majestosos, sua interpretação, em 1913, de A Sagração da Primavera, com música de Stravinsky, se tornou uma referência mundial. Um ano antes, ele havia provocado furor com a coreografia erótica de A Tarde de um Fauno, com música de Claude Debussy. Depois de uma carreira fulgurante, ele abandonou os palcos em 1919, aos 29 anos, diagnosticado com esquizofrenia.

O ator João Paulo Lorenzon, intérprete de Nijinski e co-diretor do espetáculo, acredita que o artista era emblemático: “Nijinsky foi não só o primeiro, o pai da dança moderna. Foi aquele que se distinguiu não apenas por dançar como um deus, mas por ter uma opinião própria sobre a dança. Para mim, ele está no patamar de artistas como Van Gogh ou Beethoven, que romperam os dogmas e partiram em busca do desconhecido”.

Desafio em Avignon

Com recursos próprios, a jovem companhia paulistana que adotou parte do nome da peça “Minha folia é o amor da humanidade” veio com a cara e a coragem disputar espectadores, programadores e curadores no circuito paralelo do festival, o chamado Avignon Off, na qual se apresentam cerca de 1,4 mil espetáculos.

“Um desafio estimulante” afirma Gabriela Melão, que se diz orgulhosa de fazer parte da única companhia brasileira presente esse ano em um dos maiores festivais de teatro do mundo. “Nós faremos tudo para o Brasil ser bem representado por aqui”, acrescenta ela.

João Paulo Lorenzon diz que Avignon é um sonho para qualquer ator. Trabalhar distribuindo folhetos de seu espetáculo nas ruas, no estilo do Teatro Mambembe, não é algo que o assusta - muito pelo contrário. “Só poder estar aqui nesse lugar de convergência do teatro e poder se abrir para todas as oportunidades já é maravilhoso.”

O elenco conta ainda com a participação do ator Francisco Bretas, no papel de Daghilev, empresário e amante de Nijinsky, e com as atrizes Amanda Magalhães e Karim da Hora, interpretando respectivamente a mulher e a irmã do bailarino.

Nijinsky-Minha loucura é o amor da humanidade fica em cartaz no Teatro Roi René em Avignon até 25 de julho de 2015.


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