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Cultura

Festival de teatro de Avignon 2015 revisita obras clássicas

media Ensaio para a montagem de Rei Lear no Palácio dos Papas. facebook.com/festival.avignon

Conhecido como um dos maiores eventos dedicados ao teatro de vanguarda, o Festival de Avignon, que começa nesse sábado (4), exalta esse ano os dramaturgos clássicos, começando pelo maior deles: William Shakespeare. Rei Lear e Ricardo III são as peças de maior destaque nessa maratona teatral que vai durar cerca de um mês. Na programação oficial, 38 espetáculos em cartaz e cerca de 1400 no circuito paralelo, o chamado Avignon Off.

A peça Rei Lear abre o evento no palco medieval do suntuoso Palácio dos Papas, dirigida pelo francês Olivier Py. Ricardo III, uma das primeiras tragédias de Shakespeare, ganha uma roupagem novíssima na montagem do alemão Thomas Ostermeier, um dos expoentes do teatro de vanguarda europeu. A obra Antônio e Cleópatra é revisitada pelo jovem diretor português Tiago Rodrigues.

Conhecido pela programação tradicionalmente aberta às novas linguagens e criticado por ser o “festival dos extremos”, Avignon parece privilegiar esse ano os textos clássicos e os autores consagrados. Mas sem abandonar a ousadia e a inovação nesta 69ª edição.

Platão para amadores

A República de Platão, escrita há 2500 anos para narrar os diálogos do filósofo Sócrates com os cidadãos na Grécia Antiga, ganha uma versão bem contemporânea e será encenada nos jardins de Avignon por 60 artistas amadores. O filósofo francês Alain Badiou pretende, com essa adaptação da obra de Platão, “levar à praça pública” uma reflexão sobre a justiça e a organização política da sociedade. A sua ideia é adaptar à linguagem atual um texto “que pertence a todos, pois faz parte do patrimônio mundial”.

Outra obra emblemática em foco na edição desse ano é a burlesca Ubu de Alfred Jarry, encenada em 15 lugares diferentes em bairros periféricos de Avignon. Como explica o idealizador do projeto, o diretor e ator Olivier Marc Salvan, o objetivo é aproximar o festival, muitas vezes considerado elitista, da população local.

Entre as curiosidades dessa safra Avignon 2015, a primeira peça que vem da Estônia, cujo titulo não peca pela falta de humor: “Minha mulher fez um escândalo comigo e apagou todas as nossas fotos de férias”, da jovem companhia Coletivo n°99.

Avignon OFF

Além das grandes produções teatrais da programação oficial, financiadas em sua maioria por instituições públicas europeias, o festival de Avignon conta também com um efervescente circuito paralelo que começa nessa sexta-feira (3) com um desfile na cidade.

No total, são mais de 1400 espetáculos na programação Avignon Off, que começam às 10h da manhã e podem entrar pela madrugada. Trata-se de uma das maiores concentrações de teatro independente do mundo, só comparada ao Festival de Edimburgo na Escócia, que acontece no mês de agosto.

Calcula-se que 1 milhão e 300 mil ingressos serão vendidos durante o festival, que mobilizará cerca de 4 mil profissionais e 400 mil espectadores até o próximo dia 25 de julho.

Palco para reivindicações

Como tem ocorrido nos últimos anos, o festival de Avignon é um palco privilegiado para o movimento dos profissionais e artistas independentes do setor de espetáculos na França, que protesta contra a redução dos benefícios e do seguro desemprego reservado à categoria.

Os chamados “intermitentes do espetáculo” se manifestam nas ruas, protestam antes das apresentações e chegaram até a provocar o cancelamento do festival em 2003. No ano passado, 12 apresentações foram canceladas pela greve dos profissionais, provocando um prejuízo de € 240 mil (R$ 831 mil). É possível que o movimento da categoria volte a agir nessa edição do festival, embora não se espere perturbações em grande escala esse ano.

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