Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 21/09 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 21/09 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 21/09 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 21/09 09h57 GMT
  • 09h33 - 09h57 GMT
    Programa 21/09 09h33 GMT
  • 09h30 - 09h33 GMT
    Jornal 21/09 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 20/09 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 20/09 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Cultura

Aos 106 anos, morre o cineasta português Manoel de Oliveira

media O diretor português de cinema, Manoel de Oliveira, recebeu 47 prêmios ao longo de 84 anos de carreira. REUTERS/Jean-Paul Pelissier/Files TPX IMAGES OF THE DAY

Um dos diretores de cinema mais idosos em atividade, o português Manoel de Oliveira morreu nesta quinta-feira (2), aos 106 anos, vítima de uma parada cardíaca. O anúncio foi feito pelo produtor Luis Urbano, citando fontes familiares. Com 84 anos de carreira, o cineasta dirigiu mais de 60 filmes e recebeu 47 prêmios.

Nascido no dia 11 de dezembro de 1908 na cidade do Porto, Manoel de Oliveira é uma das maiores estrelas do cinema português. Desde a estreia de seu primeiro filme, "Douro, Faina Fluvial", em 1931, ele dirigiu mais de 60 longas e documentários.

Apesar de trabalhar como ator no primeiro filme falado português, "Estátuas de Lisboa", Manoel de Oliveira passou a dedicar especialmente à direção e, após realizar vários documentários nos anos 30, se lançou na ficção em 1942, com o longa "Aniki Bóbó".

Em dezembro, para celebrar seu aniversário de 106 anos, o cineasta lançou seu último trabalho: o curta-metragem "O Velho do Restelo", ficção inspirada no poema épico "Os Luisíadas", de Camões. Alguns dias antes, ele havia recebido a Legião de Honra da França, na Fundação Cultural Serralves, no Porto.

Apesar da idade avançada, o diretor continuava a preparar novos projetos. Entre eles, um longa sobre as mulheres e a colheita de uvas, a adaptação de "A Ronda da Noite", de Agustina Bessa-Luís, além de "A Igreja do Diabo", conto de Machado de Assis que o diretor pretendia filmar com os atores brasileiros Lima Duarte e Fernanda Montenegro nos papéis principais.

Ao longo dos 84 anos de carreira, acumulou 47 prêmios. Entre os mais importantes, estão o Leão de Ouro de Veneza de 1985, pelo longa "O sapato de Cetim" e o prêmio do Júri de Cannes, em 1999, pelo longa "A Carta".

Manoel de Oliveira era casado com Maria Isabel Carvalhais há 74 anos, com quem teve quatro filhos. Também deixa vários bisnetos e netos, entre eles o ator Ricardo Trêpa.

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.