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Cultura

Documentário rejeitado pela TV francesa mostra desavenças no Charlie Hebdo

media Cavanna, Wolinski e Cabu, os três líderes do Hara-Kiri e do Charlie Hebdo. AFP/Valery Hache

Impregnado pelo que está sendo chamado de “espírito Charlie”, o Festival de História em Quadrinhos de Angoulême exibe na noite desta sexta-feira (30) o documentário inédito Cavanna, même pas mort, do jornalista investigativo Dennis Robert. O filme é bastante aguardado e retrata o jornal Charlie Hebdo sob a direção de François Cavanna, que morreu há um ano.

O objetivo é homenagear o ex-jornalista e escritor, um dos fundadores da publicação satírica. Mas o documentário de 52 minutos também mostra que a redação do jornal não era tão unida quanto parece.

O foco das desavenças é a criação e o registro da marca Charlie Hebdo. As declarações de outro cofundador, Delfeil de Ton, contra o ex-redator-chefe Philippe Val e o advogado do semanário, Robert Malka, demonstram as divergências internas no grupo de cartunistas e colaboradores. Ele chama os ex-colegas de “pouco corajosos”.

Já Cavanna, que morreu aos 90 anos, relata que “a passagem de Val foi uma virada que me deixou completamente desiludido, e aos outros também”. Neste momento de comoção nacional em torno das mortes dos cartunistas, o documentário foi rejeitado por vários eventos e canais de televisão. A emissora France 3 Poitou-Charente, da região onde se situa Angoulême, vai exibir o filme nesta sexta-feira.

Prêmios

Na noite de quinta-feira (29), o Charlie Hebdo recebeu o Grande Prêmio Especial desta 42a edição do festival, o maior evento de história em quadrinhos da Europa. A premiação foi criada excepcionalmente para ser oferecida ao jornal.

Já o Prêmio da Liberdade de Expressão, que será entregue pela primeira vez no domingo, nasceu para ser uma homenagem permanente do festival de agora em diante. Também nesta quinta-feira, o desenhista japonês Katsuhiro Otomo, criador do personagem de manga Akira, venceu o Grande Prêmio do festival, o troféu mais prestigioso do evento. Otomo é apontado como o maior especialista vivo em mangas.

O Japão é um dos principais destaques desta edição. O cartunista Jirô Tanigushi, o “mangaka” preferido dos leitores franceses, está circulando pelo evento e recebe uma grande exposição retrospectiva, a maior já feita em sua homenagem no Ocidente.
 

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