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Mostra de Jeff Koons, artista mais caro do mundo, gera polêmica em Paris

Mostra de Jeff Koons, artista mais caro do mundo, gera polêmica em Paris
 
O Centro Pompidou de Paris apresenta uma retrospectiva de Jeff Koons Balloon dog 1994-2000 © Jeff Koons

“É o artista que adoramos detestar”, diz em editorial o influente jornal francês Libération, a respeito do norte-americano Jeff Koons, 59 anos, que é tema de uma primeira retrospectiva na Europa. O Centro Pompidou de Paris, em parceria com o Museu Whitney, de Nova York, traz um apanhado das obras mais representativas do artista. Koons pode não ser unanimidade entre os críticos, mas os investidores e colecionadores adoram o seu universo de fantasia.

Para se ter uma ideia, um dos cinco exemplares da série “balloon dog” foi leiloado em 2013 por quase 50 milhões de euros, quase 150 milhões de reais. Um recorde absoluto. Trata-se de uma escultura gigante, de aço cromado, que é uma impressionante imitação de um cachorro feito com bexigas. A versão rosa choque, do milionário francês François Pinault, está na exposição.

Para Bernard Blistène, curador da mostra em Paris, o “balloon dog” é talvez a conclusão de uma pesquisa técnica obsessiva. “O tema em si é banal, um balão de criança na forma de cachorro, mas ao mesmo tempo, na busca por detalhes, no estudo das cores, Koons se dirige ao publico de maneira franca, sem deixar a sensação de querer enganar”.

Blistène acrescenta que “Koons também aprecia o oficio dos artesãos sofisticados, ele é do tipo que tenta sempre reconciliar os opostos: os artistas e os artesãos; os grandes colecionadores e o público”. Para o curador, o artista tenta resolver essa oposição construída com o passar do tempo entre as classes sociais.

A visita à mostra é uma explosão de cores e de kitsch em formato inflacionado. São objetos banais transformados em arte, como a série de aspiradores ou de bolas de basquete entronizadas em aquários. A arte pop e as histórias em quadrinhos também fazem parte do imaginário de Koons. Bibelôs de cerâmica ganham versões gigantes ou cromadas e até Michael Jackson, o rei do pop, e seu macaco Bubbles são transformados em estátuas de porcelana branca e dourada. Nem as esculturas da antiguidade fogem das releituras lúdica de Koons.

Diversão

Michael Jackson and Bubbles (1998), porcelain, obra de Jeff Koons exposta na retrospectiva do Centro Pompidou. Siegfried Forster / RFI

Uma visitante, Nathalie, aposentada, diz que viu tudo em 15 minutos. "Vim para me divertir, estava curiosa. Mas acho que este tipo de diversão não merece lugar de destaque no Centro Pompidou, que é um museu nacional". Já Florence, analista de sistemas, saiu da exposição e comprou um catálogo na sequência. "Eu não imaginava que fosse ficar tão impressionada, achei inovador e bonito".

O Centro Pompidou, também conhecido com o Beaubourg, não é o primeiro monumento a ser "atacado" por Koons. Em 2008, ele foi convidado a expor no castelo de Versalhes, com muitas críticas de críticos mas sucesso de público.

A retrospectiva de Jeff Koons traz também a série Made in Heaven, proibida para menos de 18 anos, com a participacao da ex-estrela pornô Ilona Staller, a Cicciolina, no final dos anos 90. As imagens são trabalhadas em imagens que lembram vídeos pornográficos pseudo sofisticados. Nelas, o próprio Koons e Cicciolina são retratados em pleno ato sexual ou felação. Por trás das obras, Koons acabou se apaixonando pela atriz italiana de origem húngara e depois eurodeputada. Eles se casaram, tiveram um filho e se divorciaram.

“Jeff Koons, a retrospectiva” fica em cartaz no Centro Pompidou de Paris até 27 de abril de 2015.

Large Vase of Flowers, 1991 [Grande jarro de flores] 132,1 × 109,2 × 109,2 cm Jeff Koons

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