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Cultura

Livro de Lydie Salvayre sobre guerra civil espanhola vence o Prêmio Goncourt

media A escritora de origem espanhola Lydie Salvayre recebeu o Prêmio Goncourt. REUTERS/Gonzalo Fuentes

O resultado do mais importante prêmio literário francês, divulgado nesta quarta-feira (5), surpreendeu os críticos. Lydie Salvayre venceu o Goncourt pelo romance “Pas Pleurer”, superando os favoritos deste ano, que eram o argelino Kamel Daoud e o francês David Foenkinos. Filha de republicanos espanhóis que emigraram para o sul da França para escapar do franquismo, Salvayre escreveu sobre a guerra civil da Espanha de 1936.

Nascida em 1948, a escritora aprendeu o francês apenas ao chegar à escola primária. “Pas Pleurer” (Sem Chorar, em tradução livre) é a história de uma mãe que narra à filha, 65 anos depois, episódios da Guerra Civil espanhola, fazendo pontes com a vida do escritor Georges Bernanos, que foi repórter durante o conflito.

O romance foi escolhido entre os jurados por 5 votos, contra 4 dados ao livro de Kamel Daoud, “Meursault contre-enquête". Daoud tinha a chance de se tornar o primeiro argelino a ganhar o Goncourt.

100 mil livros

Lydie Salvaye disse estar muito emocionada com o prêmio e encheu os olhos de lágrimas diante da imprensa reunida no restaurante Drouant, no centro de Paris, tradicional local de anúncio do prêmio. Além do reconhecimento, o vencedor do Goncourt costuma levar uma bolada em dinheiro: o livro escolhido em geral recebe uma encomenda imediata das livrarias de 100 mil exemplares.

“Coroamos um romance de grande qualidade literária, com uma escrita muito original, mesmo que eu lamente que ele tenha às vezes espanhol em excesso”, afirmou Bernard Pivot, presidente da Academia Goncourt.

Lydie Salvayre publicou seu primeiro livro, “La Déclaration”, em 1990, depois de ter estudado letras e medicina, que exerceu como psiquiatra. Publicou mais de 20 romances desde então e foi traduzida em 20 línguas.

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