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Museu Picasso reabre em Paris após cinco anos de reformas

Museu Picasso reabre em Paris após cinco anos de reformas
 
Museu Picasso, Paris. © Musée national Picasso, Paris

Depois de cinco anos de reformas, brigas internas, atrasos e um orçamento estourado que chegou a € 71 milhões, finalmente Paris volta a ter o museu Picasso entre suas principais atrações. A mostra de reabertura foi concebida por Anne Baldassari, ex-diretora da instituição. O espaço foi inaugurado pela primeira vez em 1985, em uma mansão que data do século 17, no bairro histórico do Marais.

A área de exposição dobrou de tamanho. Os custos elevados - € 22 milhões a mais que o previsto – e três anos de atraso causaram atritos entre Claude Picasso, filho do artista, o governo francês e Anne Baldassari, que acabou deixando a direção da instituição.

O acervo é um dos mais expressivos do trabalho de Picasso, com cerca de cinco mil peças, entre pinturas, esculturas, cerâmica, fotografias e documentos. A maior parte da coleção foi doada ao Estado francês, após a morte do artista em 1973, que também conta com doações feitas por herdeiros. “Podemos dizer que este é o museu-pai, aqui temos a maior coleção de obras de Picasso e as peças mais importantes”, diz Claude Picasso.

© Musée national Picasso, Paris

Segundo o novo diretor, Laurent Le Bon, a expansão vai permitir que muito mais obras sejam exibidas, o que não era possível antes por causa do espaço reduzido. “Há mais fluidez, é possível de se movimentar com mais facilidade e liberdade, o que combina com o espírito e o trabalho de Picasso”. O projeto de renovação ficou por conta do arquiteto Jean-François Bodin.

Gênio

“Falar de Picasso no século 20 é falar sobre a arte no século 20”, diz Lygia Eluf, professora titular do Instituto de Artes da Unicamp. “A importância dele não foi construída só por um talento e uma genialidade absoluta, mas por um trabalho árduo, incessante e importantíssimo”, diz a professora. “É um modelo de artista que não existe mais hoje em dia – ele pintou, desenhou, gravou, esculpiu e até escrevia”, completa Lygia Eluf.

Museu Picasso, Paris. Pol/Open access


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