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Cinemateca Francesa homenageia François Truffaut

Cinemateca Francesa homenageia François Truffaut
 
Cartaz da homenagem feita da Cinemateca Francesa à François Truffaut cinematheque.fr

Marcando os 30 anos da morte de François Truffaut, a Cinemateca Francesa abre nesta quarta-feira (8), uma retrospectiva da obra do cineasta, um dos pilares da Nouvelle Vague. Ele morreu em outubro de 1984, aos 52 anos. Além da exibição de todos os filmes de Truffaut, o evento, que vai até janeiro de 2015, também vai contar com documentários a respeito do artista, encontros e uma exposição.

Pequenos atos de delinquência marcaram a infância dificil de Truffaut, que encontra refúgio no cinema e na literatura. Essa fase ele transpôs para a tela em “Os Incompreendidos” (Les Quatre Cent Coups), seu primeiro longa-metragem e prêmio de direção no festival de Cannes de 1959. O ator Jean-Pierre Léaud, aos 15 anos, viveu Antoine Doinel, alter ego do cineasta.

François Truffaut começou no cinema como crítico da conceituada revista Cahiers du Cinéma. “O que ele escreveu ajudou a contar a história do cinema”, diz a jornalista e crítica Ana Paula Sousa, que já foi repórter de cinema da Folha de S.Paulo e editora de Cultura da Carta Capital. Como exemplo, ela lembra o antológico livro de entrevistas que o cineasta fez com Hitchcock, sendo um dos responsáveis pela criação do conceito de “cinema de autor”. “Seus filmes inovaram a estética do cinema, mais livre, com mais possibilidades”, diz Ana Paula, que lembra ainda que a Nouvelle Vague teve importância fundamental para o Cinema Novo brasileiro.

Diversidade

Truffaut dirigiu no total 21 longas, explorando temas e estilos. Em “Fahrenheit 451”, de 1966, ele se embrenhou na ficção científica futurística, em um mundo totalitário em que os livros eram proibidos e queimados. Já “A Noite Americana”, de 1973, retrata a tumultuada rodagem de um filme, com embates de egos e improvisações. Além de viver o próprio diretor no longa, Truffaut levou o Oscar de melhor direção.

Em 1975, Isabelle Adjani viveu a atormentada personagem de “A História de Adèle H.”, filha de Victor Hugo. A França ocupada pelos nazistas na Segunda Grande Guerra foi cenário de “O Último Metrô”, que reuniu Gerard Depardieu e Catherine Deneuve, em 1980. A tragédia amorosa marcou “A Mulher do Lado”, de 1981, de novo com Depardieu e Fanny Ardant, mulher na vida real de Truffaut.

Em entrevista de 1968 para a revista L’Express, Truffaut disse: “Tudo o que sei, aprendi com o cinema; é através do cinema que traduzo as ideias que tenho da vida”.

Catherine Deneuve e Gérard Depardieu no filme o Último Mêtro de François Truffaut , 1980. Photographie Jean-Pierre Fizet © Jean-Pierre Fizet Photographie Jean-Pierre Fizet © Jean-Pierre Fizet

 


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