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Cultura

Depois de grande polêmica, Netflix estreia na França nesta segunda

media Cartaz da série House of Cards, o carro-chefe do Netflix que chega à França em 15 de setembro de 2014. wikipédia

O Netflix chega à França e a cinco países europeus, incluindo a Alemanha, nesta segunda-feira (15). Mas a empresa de serviço de streaming de vídeos enfrentou muita resistência dos responsáveis pelo setor de audiovisual francês, que temem uma concorrência desleal com o gigante americano que já está presente em 40 países e possui 50 milhões de assinantes.  

A partir desta segunda-feira, a Alemanha, a Áustria, a Suíça, a Bélgica e Luxemburgo vão poder ter acesso aos serviços do Netflix. A entrada nesses mercados, porém, foi árdua, sobretudo na França. “Uma das vantagens do Netflix em relação aos concorrentes é que ele se instala em um outro país da União Europeia, o que lhe confere uma situação artificialmente privilegiada”, declarou Olivier Schrameck, presidente do CSA (Conselho Nacional do Audiovisual da França).

Na França, por exemplo, o CSA temia que o Netflix, por ser uma companhia baseada fora do território francês, conseguisse contornar a legislação local que determina que empresas de comunicação financiem a produção audiovisual do país. Para o presidente da entidade, a solução para evitar uma concorrência desleal é criar uma legislação europeia. “Precisamos de uma regulação em nível europeu para assegurar um mínimo de apoio à criação [europeia]”.

Outra preocupação dos canais de televisão franceses é com o preço proposto. O Netflix chega à França com pacotes que custam entre €7,99 euros por mês e €11,99 por mês, uma oferta mais atraente que a dos canais tradicionais. Com a assinatura, os clientes terão acesso ao catálogo de séries produzidas pelo Netflix- exceto House of Cards cujos direitos de difusão na França pertencem com exclusividade ao Canal Plus -, séries produzidas por outros canais americanos e filmes. Para filmes, no entanto, a empresa californiana teve que se submeter à regra francesa que determina que as obras só podem ser veiculadas três anos após terem entrado em cartaz nos cinemas.

Empresas tentam lançar “Netflix francês”

Segundo a ministra da cultura da França, Fleur Pellerin, vários grupos de audiovisual franceses começaram a desenvolver projetos para concorrer com o Netflix tanto em termos de preço quanto de catálogo. A operadora de TV por assinatura Canal Plus na França, por exemplo, já lançou um serviço de transmissão de vídeo para tentar enfrentar a concorrência americana.

Além da resistência dos reguladores, o Netflix também deve enfrentar barreiras culturais para seduzir os espectadores franceses. As séries, que geralmente são transmitidas na língua original com legendas, também serão dubladas em francês. O gigante americano também vai produzir séries com atores locais.

 

 

 

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