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Cultura

Peça de 18 horas de Shakespeare faz sucesso em Avignon

media Nova versão de "Henrique VI" tem até festa tecno. Nicolas Joubard/ Festival d'Avignon

Peça de Shakespeare que dura 18 horas faz sucesso em Avignon
A peça “Henrique VI” de William Shakespeare, em versão de 18 horas, faz sucesso de público e crítica no festival teatro de Avignon. A maratona começou na segunda-feira (21), às 22h, horário local, e acabou no dia seguinte, às 4h da madrugada. Os 21 atores em cena se transformaram em 150 personagens e declamaram dez mil versos durante 15 atos. A direção é de Thomas Jolly, 32 anos.

É a primeira vez que a trilogia de “Henrique VI” é encenada quase integralmente na França. Primeira peça histórica de Shakespeare, ela foi escrita quando o bardo tinha 25 anos, por volta de 1590. O texto evoca 50 anos de uma nação que se dilacera em batalhas, atravessando a Guerra dos Cem Anos e depois das Duas Rosas.

A crítica especializada diz que a epopeia merecia a audácia de um jovem diretor – Thomas Jolly tinha 28 anos quando iniciou o projeto, há quatro anos. As pitadas de juventude aparecem no ritmo de suspense que fecha cada entreato, à maneira das séries de TV americanas. E também nas passagens relâmpago do mensageiro do rei, de patins. Ou ainda num telefone vermelho no meio de uma cena em roupas de época.

Apesar de cobrir um período sombrio da história da Inglaterra, a peça gera muitas risadas do público, mesmo respeitando o texto original quase na totalidade. O trágico está todo ali: o apetite pelo poder, a dor dos filhos órfãos e dos pais enlutados num longo massacre.

“Henrique VI” será encenada apenas três vezes em Avignon, antes de ser dividida em vários ciclos para ser reapresentada em dezembro em Sceaux, no subúrbio parisiense, e em maio, no Teatro de l’Odéon, na capital.
 

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