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Cultura

Estreia de Ghesquière na Louis Vuitton é destaque da fashion week parisiense

media O discreto Nicolas Ghesquière marca o fim de um ciclo na moda ao assumir a direção artística da Louis Vuitton. Louis Vuitton

Começa nesta terça-feira (25) a maratona de desfiles parisienses para a próxima temporada outono-inverno no hemisfério norte. Um dos eventos mais esperados dessa fashion week carregada, que reúne quase 100 grifes diferentes na capital francesa, é a primeira coleção do estilista Nicolas Ghesquière para a gigante Louis Vuitton, que será apresentada no último dia da programação. 

A temporada parisiense de desfiles do prêt-à-porter outono-inverno 2014/2015 começa nesta terça-feira, mas todos os olhos estão mais voltados para o fim da maratona, no dia 5 de março. Não tanto pelo cansaço, após o ritmo acelerado do tradicional circuito da moda, que teve início no dia 8 de fevereiro em Nova York, antes de passar por Londres e Milão, e sim pela expectativa quanto a estreia de Nicolas Ghesquière à frente da grife Louis Vuitton. O estilista, que ressuscitou com maestria a maison Balenciaga, onde oficiou por 14 anos, substitui a partir de agora o norte-americano Marc Jacobs, outro mestre da ressurreição, que transformou a marca do grupo LVMH em um dos nomes mais rentáveis do mundo das passarelas, antes de deixar a direção artística em outubro passado para se dedicar a sua própria grife.

Independentemente do début de Ghesquière, o desfile Vuitton é tradicionalmente um dos eventos mais esperados do calendário. Além do peso da marca no setor – com suas mais de 450 lojas em 64 países, ela representa sozinha mais da metade do faturamento da divisão de moda do líder mundial do luxo – as apresentações da grife são verdadeiros espetáculos que provocam suspiros no mais blasé dos fashionistas. Rivalizando com Chanel em termos de decorações faraônicas, LV leva a sério o conceito de “fashion show” : seja com o desfile nas escadas rolantes imaginadas pelo artista plástico Daniel Buren (primavera-verão 2013), com Kate Moss surgindo, com cigarro na boca, de um elevador subterrâneo (outono-inverno 2011/13), ou com um trem de verdade, construído só para apresentar sua coleção outono-inverno 2012/13 no pátio do museu do Louvre. Mas será que o novo estilista vai seguir essa tendência?

Novo ciclo

Além da expectativa sobre a estreia do francês, a chegada de Ghesquière na Louis Vuitton pode ser vista como o último episódio de uma dança das cadeiras que marcou o início de um novo ciclo na moda. Com exceção de Karl Lagerfeld à frente da Chanel e da Fendi, o mundo das passarelas viu nas últimas temporadas vários de seus “criadores-estrelas” serem substituídos por personalidades mais discretas, que oscilam entre os “cerebrais”, como Raf Simons no lugar do teatral John Galliano na Dior, e os mais comerciais, como a dupla Humberto Leon e Carol Lim no lugar de Antonio Marras na Kenzo. Até Hedi Slimane, que transformou a silhueta masculina durante sua passagem pela Dior no início dos anos 2000, tem provado em suas coleções à frente da grife Yves Saint Laurent que é capaz de fazer uma moda próxima das ruas (em termos de estilo, mas não de preço).

Há quem diga que tudo isso é apenas uma tendência pós-crise, na qual a ostentação vivida nos últimos anos estaria perdendo espaço. Mas os mais experientes na área sabem que esse setor é feito de ciclos, e que a renovação é um processo mais do que natural. Basta dar uma olhadinha nos livros de história da moda. 

Exposições

Esta fashion week parisiense também será marcada por dois grandes eventos culturais. O Museu de Artes Decorativas inaugura no dia 1° de março uma retrospectiva sobre o trabalho do estilista belga Dries Van Noten. Já o Museu Galliera abre as portas, no mesmo dia, da mostra Papier Glacé, que retraça um século de fotografia de moda a partir dos arquivos do grupo Conde Nast, proprietário da revista Vogue.
 

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