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Cultura

Brasileira faz obra de arte para exposição sobre Dior em Paris

media Artistas se inspiraram no perfume Miss Dior para criar obras especialmente para a exposição parisiense. www.grandpalais.fr

A escultora brasileira Maria Nepomuceno foi uma das artistas escolhidas para participar da exposição Miss Dior, que abriu suas portas no Grand Palais, em Paris, nessa quarta-feira, 13 de novembro. A mostra, que tem como tema o primeiro perfume criado por Christian Dior, reúne obras de 15 artistas contemporâneos de várias nacionalidades, concebidas especialmente para o evento.

O costureiro Christian Dior revolucionou a moda em 1947, ao inventar o New Look. Mas além de entrar para a história com a famosa silhueta de saia godê e cintura de pilão que virou a página da Segunda Guerra Mundial e marcou mais de uma geração, nesse mesmo ano ele criou um perfume que até hoje faz parte dos mais vendidos da marca.

A fragrância Miss Dior, primeira lançada pela grife, é o tema de uma exposição inaugurada nessa quarta-feira, 13 de novembro em Paris. Durante pouco mais de um mês 15 obras de arte contemporânea inspiradas no perfume são apresentadas no Grand Palais, prédio criado para a Exposição Universal de 1900, e que até hoje ainda impressiona, seja pelas gigantescas exposições que abriga ou pelo desfiles de moda que acolhe pelo menos duas vezes por ano.

Para celebrar o fragrância, a marca convidou, sob a batuta do comissário Hervé Mikaeloff, 15 artistas, todas mulheres, de várias nacionalidades, que estudaram os principais símbolos do perfume para criar uma obra de arte. Algumas se inspiraram no formato de frasco, outras no nó que enfeita a embalagem, ou ainda nas recentes campanhas publicitárias, encarnadas pela atriz Natalie Portman. Além da brasileira Maria Nepomuceno, a artista plástica portuguesa Joana Vasconcelos, a fotógrafa e diretora iraniana Shirin Neshat, a design francesa Ionna Vautrin, ou ainda a escultora sul-coreana Lee Bul fazem parte das escolhidas.

A utilização de exposições artísticas para alimentar a estratégia de comunicação das marcas de luxo não é nenhuma novidade. A própria Dior organiza nesse momento uma mostra celebrando seu estilo em Xangai e apresentou um diálogo da grife com o impressionismo no meio do ano em seu museu da Normandia. A partir dessa semana o britânico Paul Smith também desvenda os bastidores de sua carreira no Design Museum, em Londres, e a Cartier expõe sua história no mesmo Grand Palais, em dezembro.

Mas quando o tema principal é um perfume – produto que geralmente abre as portas do mundinho seleto das grifes de prestígio ao grande público – o resultado desperta ainda mais interesse. Esse ano mesmo uma mostra sobre Chanel n°5 gerou filas gigantescas diante do museu do Palais de Tokyo, também em Paris, quando os visitantes puderam conhecer um pouco mais sobre o processo de criação de um dos perfumes mais vendidos do planeta, mas também como era a relação de sua criadora Gabrielle Chanel com o mundo das artes da época.

A exposição Miss Dior vai até 25 de novembro no Grand Palais.

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