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Cultura

Imprensa internacional dá destaque para final da novela Avenida Brasil

media Os personagens Carminha (Adriana Esteves) e Tufão (Murilo Benício) em cena de "Avenida Brasil". Digulgação/TV Globo

“O Brasil está apaixonado por uma novela”. Assim o jornal Le Figaro define o sucesso de “Avenida Brasil” que termina hoje à noite. O britânico “The Guardian” revela que a presidente Dilma Roussef teve que desmarcar um comício de apoio à candidatura de Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo para não coincidir com a exibição do último capítulo da novela.

“Dilma Roussef pode ser uma das presidentes mais populares do Brasil, mas até ela sabe que não dá para competir com o fenômeno do horário nobre do da televisão ”, provoca o jornal "The Guardian" em uma reportagem sobre o sucesso de "Avenida Brasil". O correspondente do jornal no Brasil escreve que até mesmo “pesos pesados” da política no Brasil devem ficar em casa hoje à noite para descobrirem os últimos mistérios da novela. Até mesmo a presidente Dilma seria fã da novela, diz o correspondente Jonathan Watts.

Para o Guardian, faz sentido que os políticos brasileiros se interessem tanto pelo folhetim, já que ele é um retrato da nova sociedade brasileira. Desde os anos 50, as novelas apresentavam retratos das classes pobres e ricas em tramas paralelas e alguns temas polêmicos, “mas raramente uma novela do horário nobre” se aproximou tanto da classe C, avalia o diário britânico.

Essa mesma avaliação aparece no jornal Le Figaro. “Até hoje, os mocinhos das novelas da Globo vinham da elite e frequentavam os bairros elegantes", diz o jornal. Mas os principais personagens de Avenida Brasil são um espelho da ascensão social de 40 milhões de brasileiros :  "falam alto, não são bem-educados, mas são trabalhadores e solidários". A novela, que é vista 38 milhões de pessoas diariamente, também é um assuntos mais comentados das redes sociais e os bordões dos personagens que moram no bairro fictício do Divino no subúrbio carioca já entraram nas conversas de milhões de brasileiros.

A agência AFP comenta que os clichês do suburbano carioca que só come "arroz com feijão preto, bebe cerveja e dança ritmos sensuais" é amplamente explorado no folhetim, mas a novela tem o mérito de também mostrar o sucesso de pequenos empreendedores como o da cabeleireira Monalisa (Heloísa Périssé) sem, contudo, esquecer as traições e a tensão entre a vilã Carminha (Adriana Esteves) e a mocinha ambígua Nina (Débora Falabella).

« Foi uma grade ideia concentrar a novela na classe média emergente, esse é o reflexo do Brasil, das famílias que ascenderam, ganharam dinheiro, mas não, necessariamente, boas maneiras », disse o sociólogo Geraldo Tadeu citado pelo site argentino InfoBae.
 

 

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