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Cultura

Gastronomia francesa pode virar patrimônio da humanidade

media Candidatura da França para fazer da gastronomia do país um patrimônio imaterial da humanidade. Flickr/ RFI

Um comitê da Unesco começa a discutir nesta segunda-feira em Nairóbi, no Quênia, se a gastronomia francesa poderá entrar na lista do patrimônio imaterial da humanidade.

Na França uma refeição é um evento social, uma ocasião para celebrar os momentos mais importantes da vida e que tem um sentido bem particular: respeita rituais que vão desde a escolha dos bons produtos até a decoração da mesa. Ou seja, um francês não come como qualquer outra pessoa. É o que afirmam os defendores da proposta de fazer da gastronomia francesa um patrimônio imaterial da humanidade.

No dossiê entregue à Unesco, os franceses dizem que o hábito de sentar-se à mesa vai além do objetivo de saciar a fome. Ajuda no diálogo intercultural e na amizade entre os povos. Por isso, cada detalhe é rigorosamente observado. Copos diferentes para vinhos tinto e branco, por exemplo. A lâmina da faca voltada para o prato e do lado direito; do esquerdo, garfo com as pontas voltadas para baixo. O cardápio exige um rigor minucioso que começa com o aperitivo e passa por entrada, prato principal, queijo e sobremesa antes de terminar no café.

A candidatura da França, lançada pelo presidente Nicolas Sarkozy, despertou entusiasmo mas também desconfiança. "Não se trata de sacralizar ou tratá-la como algo de museu", argumenta Pierre Sanner, responsável pela candidatura. Ele diz que a gastronomia francesa continua vibrante e enriquecida por diversas influências.

Para muitos críticos, as novas gerações de franceses passam menos tempo à mesa e correm o risco de entrar no padrão mundial de comportamento durante as refeições. Estudiosos consideram que a proposta visa reforçar o lugar da gastronomia na cultura francesa.

Caso seja aceita, será a primeira vez que uma prática que envolve alimentação e cozinha entrará na lista do patrimônio imaterial do órgão da ONU que trata de educação, ciência e cultura. Lançada em uma convenção assinada em 2003 e ratificada por 132 países, a lista do patrimônio imaterial da Unesco conta atualmente com 166 "riquezas" originárias de 77 países.

 
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