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Ciências

Pesquisadores se reúnem no México para discutir avanços na luta contra a Aids

media Pesquisadores esperam acabar com a epidemia da Aids até 2030, mas o ritmo dos avanços mostra que ainda há um longo caminho pela frente. Manjunath Kiran / AFP

Cerca de 5 mil cientistas e pesquisadores estão reunidos no México nesse momento para a 10ª edição do International Aids Society (IAS), o maior congresso mundial sobre HIV-Aids. Eles discutem os avanços no combate ao vírus e na busca da cura.

Simon Rozé, enviado especial ao México

Em dez anos, as novas contaminações caíram em 16%. No entanto, esses dados divulgados no México escondem uma realidade bem mais complexa. Um dos pontos mais delicados é a questão das disparidades. No continente africano, por exemplo, as jovens têm 60% mais chances de serem contaminadas que os rapazes. Além disso, os números apontam que os homossexuais, os trabalhadores do sexo e os usuários de drogas representaram no ano passado mais da metade das novas contaminações.

Os especialistas constatam que o combate à epidemia tem avançado principalmente em razão da eficácia dos métodos de prevenção e dos tratamentos para os portadores do vírus. No entanto, todos chamam a atenção para a necessidade de ampliar o alcance desses programas pelo mundo.

A comunidade internacional fixou como objetivo acabar com a epidemia da Aids até 2030. Mas o ritmo dos avanços mostra que ainda há um longo caminho pela frente.

Os participantes do congresso esperam que a comunidade científica presente anuncie novos tratamentos menos pesados para o organismo e testes de HIV mais simplificados e acessíveis a um número maior de pessoas. Também há expectativas sobre avanços no uso de PrEP (profilaxia pré-exposição), um tratamento preventivo que vem mostrando bons resultados, mas que ainda é difícil de ser aplicado no cotidiano. Novidades no modo de administração do dispositivo devem ser apresentados no México.

Pelo menos 1.700.000 foram contaminadas com o vírus HIV no ano passado, 16% menos que o registrado em 2010. Cerca de 770.000 pessoas morreram de Aids em 2018, contra 940.000 no ano anterior.

O 10° IAS, que começou no domingo (21), vai até 24 de julho. Essa é a terceira vez que o evento é organizado na América Latina. Em 2001 o congresso foi acolhido por Buenos Aires e em 2005 pelo Rio de Janeiro.

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