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Da sala de aula para o YouTube, canais científicos viram mania na França

Da sala de aula para o YouTube, canais científicos viram mania na França
 
O professor de Filosofia Thibauld Giraud, que criou o canal Mr Phi no YouTube. (Foto: Divulgação/Facebook)

Na contramão da sala de aula, filósofos e escritores deixam a lousa e se transformam em youtubers famosos, com milhares de visualizações diárias. A receita: transformar conceitos herméticos de Física, Química, Filosofia e outros assuntos em conteúdos acessíveis para a geração conectada.

Um dos ícones dessa tendência é o físico David Louapre, criador do canal e do blog Science étonnante (Ciência Surpreendente, em tradução livre). Especialista da Gravidade Quântica, ele criou seu blog em 2011 e se tornou uma referência da chamada vulgarização científica. Em seguida, o físico se aventurou no YouTube.

Em 2016, a Sociedade francesa de Física concedeu o prêmio Jean Perrin pela sua contribuição à midiatização de assuntos complexos, como o Efeito Borboleta e a Teoria do Caos, por exemplo. Seus vídeos podem chegar a um milhão de visualizações.

Com o sucesso, David Louapre passou a atuar em diversas frentes. O físico tem dois livros lançados pela editora francesa Flammarion e também participa dos programas da rádio France Culture, onde disserta sobre temas variados. Em 2016, ele deu essa entrevista ao canal Science de Comptoir, do YouTube, onde fala sobre o início de sua carreira como blogueiro e depois videasta.

“A vantagem do texto escrito é que o leitor escolhe seu ritmo. Se ele não entende alguma coisa pode ir mais devagar ou voltar atrás. O vídeo passa e se você não entendeu algo, já era", diz. "No início pensei que esse formato não fosse adaptado para explicar conceitos complexos de Ciências. Então percebi que, na verdade, era uma maneira poderosa de criar uma conexão com o telespectador, e que do ponto de vista pedagógico é muito interessante", conclui.

A RFI Brasil tentou entrar em contato com David Louapre, mas sua assessora foi franca: seu sucesso e agenda cheia não o obrigam a responder todas as demandas da imprensa no prazo desejado.

Questões existenciais

David Louapre não é o único que fez do YouTube seu ganha-pão e descobriu na plataforma uma maneira de tornar assuntos herméticos interessantes para estudantes que têm dificuldade de se concentrar na sala de aula. Thibauld Giraud, professor de Filosofia do liceu Marguerite de Navarre, em Alençon, na Normandia, criou o canal Mr Phi (Senhor Filosofia, em tradução livre), em agosto de 2016.

Ele se destaca no YouTube por ser um dos únicos a falar sobre questões existenciais. O sucesso foi tanto que hoje o professor se dedica unicamente ao seu canal, que foi monetizado e possibilita que ele viva apenas de seus vídeos, que totalizam mais de 3 milhões de visualizações – um número importante para o mercado francês.

O formato, ele acredita, permitiu a muitos de seus alunos entender teorias aplicadas ao cotidiano, como nesse vídeo onde ele explica, por exemplo, como “demonstrar qualquer coisa” através de uma argumentação consistente. O professor lembra que um argumento é um conjunto de premissas que justificam uma conclusão, mas só é válido se as premissas são verdadeiras ou reconhecidas como tal e têm uma relação direta com a conclusão.

Explicado dessa maneira, pode parecer complicado, mas a linguagem utilizada pelo professor de Filosofia em seu vídeo facilita o interesse pela matéria, como ele explicou à RFI.

“O fato que eles possam se interessar pelo assunto já é uma vitória. Um dos obstáculos da Filosofia é que muitos alunos não se interessam nem um pouco pelo assunto e têm problema em prestar atenção em uma hora de curso. Com um vídeo de 10 ou 15 minutos é bem mais fácil captar essa atenção”, diz.

Salário pago por doações

Ele explica que a Filosofia é uma matéria obrigatória que “aparece” no último ano do segundo grau na França, um momento crucial para os estudantes, que devem dominar a arte de escrever uma dissertação. Esse contexto, diz, não é estimulante para o aprendizado da disciplina. A escolha dos assuntos para seu canal, diz, é uma mistura de suas preferências com temas que funcionam bem no YouTube.

Desde setembro de 2017, Thibaud abandonou as salas de aula para se dedicar exclusivamente ao canal. Seu salário é pago pelas doações feitas pelos internautas, o que é relativamente raro. Thibauld e David Louapre são pioneiros, mas outras dezenas de canais pululam na web francesa. Entre eles, Lanterna Cósmica, Scienceclic e Heu?reka, que tratam de Física, Química, mas também Economia e Finanças.


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