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Ciências

Nasa lança sonda para explorar terremotos em Marte

media Imagem 3D da Nasa mostrando a sonda InSight que foi lançada neste sábado (5) para explorar Marte. NASA/ Handout via REUTERS

A Nasa lançou na manhã deste sábado (5) uma nova sonda para explorar Marte. A "InSight" foi lançada com sucesso da base Vandenberg da Força Aérea americana na Califórnia a bordo de um foguete Atlas V. Esta será a primeira missão a Marte da agência americana desde 2012.

InSight é a abreviação de Interior Exploration Using Seismic Investigations, Geodesy and Heat Transport. Seu objetivo é estudar atividade sísmica de Marte para tentar desvendar o mistério da formação dos planetas rochosos, como a Terra, e preparar possíveis missões humanas no astro.

A sonda deverá percorrer 385 milhões de quilómetros em seis meses até atingir seu destino, em 26 de novembro. InSight custou US$ 1 bilhão. Se tudo der certo, ela será o primeiro instrumento da Nasa a pousar no quarto planeta do sistema solar desde o veículo Curiosity em 2012.

Lançamento adiado por dois anos

O lançamento da sonda estava originalmente programado para 2016, mas a descoberta de vazamentos em um dos instrumentos forçou o adiamento da missão. As janelas de lançamento favoráveis para o planeta vermelho ocorrem apenas a cada dois anos.

Como a Terra e Marte provavelmente se formaram de forma similar há 4,5 bilhões de anos, a agência espacial americana espera que a missão ajude a compreender porque os dois planetas são tão diferentes.

InSight recolherá dados com a ajuda de três instrumentos: um sismômetro, um dispositivo para localizar com precisão a sonda enquanto Marte oscila sobre seu eixo de rotação e um sensor de fluxo de calor que será inserido a cinco metros de profundidade no subsolo marciano.

Financiamento internacional

Os Estados Unidos investiram US$ 813,8 milhões no lançamento do foguete com a sonda, enquanto a França e a Alemanha participaram com US$ 180 milhões, relativos aos instrumentos que serão usados para explorar Marte, informou a Nasa.

Além disso, a agência espacial americana gastou US$ 18,5 milhões de dólares em um par de mininaves espaciais que também foram enviadas a bordo do foguete. Chamados Mars Cube One, ou MarCO, estes satélites "voarão atrás da InSight" e testarão novos equipamentos de comunicação no espaço profundo.

"Martemotos"

De acordo com a descrição da Nasa, os "martemotos" são "como um flash que ilumina a estrutura interna do planeta". Os cientistas esperam registrar até uma centena de terremotos em Marte no decorrer da missão. A maioria dever ter uma magnitude inferior a seis na escala aberta de Richter.

Estudar a forma como as ondas sísmicas se deslocam através da crosta, o manto e o núcleo do planeta vermelho poderia ajudá-los a saber mais sobre como são constituídas as diferentes camadas e a espessura que elas têm.

Tecnologia europeia

O sismômetro Seismic Experiment for Interior Structure (SEIS) foi desenhado pelo Centro Nacional de Estudos Espaciais (CNES) da França, enquanto o detector de calor Heat Flow and Physical Properties Package (HP3) é uma colaboração entre as agências espaciais alemã, DLR, e polonesa, CBK.

As sondas Viking da Nasa lançadas no final da década de 1970 dispunham de sismômetros, dos quais apenas um havia funcionado, mas era muito menos sensível porque estava fixado na parte superior da sonda. Desta vez, os instrumentos levados pela InSight serão colocados diretamente no solo, graças a um braço robótico.

(Com informações da AFP)

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