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Ciências

Laboratório espacial chinês tem queda desacelerada

media O laboratório espacial chinêsTiangong. Nasa

O laboratório espacial chinês que se dirige atualmente à Terra cai mais lentamente do que o previsto em um primeiro momento e poderá entrar na atmosfera terrestre na manhã de segunda-feira, informou neste sábado (31) a Agência Espacial Europeia (ESA).

A agência, que monitora o deslocamento do Tiangong-1 ("Palácio Celeste 1"), havia estimado anteriormente uma janela de queda compreendida entre o sábado às 12H00 GMT (8h da manhã pelo horário de Brasília) e o domingo à tarde.

A queda na Terra deste módulo espacial fora de controle não deveria provocar danos e oferecerá um espetáculo "esplêndido", similar a uma chuva de meteoritos, afirmaram as autoridades espaciais chinesas. O Brasil pode ser atingido por escombros.

Meteorologia espacial tranquila

Em comunicado, a ESA cita uma nova janela de tempo, entre domingo à tarde e a manhã de segunda-feira da hora universal, explicando que a queda do Tiangong-1 se desacelerou devido a uma meteorologia espacial mais tranquila.

Uma torrente de partículas solares deveria ter aumentado a densidade nas altas capas da atmosfera e precipitar a queda do laboratório espacial. Mas não houve o efeito previsto, segundo a ESA.

Entretanto, sua janela de entrada na atmosfera continua sendo "altamente variável", ressaltou. Também persiste a incerteza sobre o lugar onde poderão cair os eventuais restos.

"Não há motivos para preocupação"

"As pessoas não precisam se preocupar", afirmou na quinta-feira o Departamento de Engenharia Espacial Tripulada da China (CMSEO) em sua conta na rede social WeChat. Essas naves espaciais "não caem na Terra violentamente como nos filmes de ficção científica".

O laboratório foi colocado em órbita em setembro de 2011 e estava programado para fazer uma entrada controlada na atmosfera, mas deixou de funcionar em março de 2016, gerando preocupação por sua "queda".

A probabilidade de uma pessoa ser atingida por um objeto espacial de mais de 200g é de uma em 700 milhões, segundo a CMSEO.

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