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Ciências

Zika e microcefalia: primeiro trimestre de gravidez traz mais riscos, diz estudo francês

media O estudo foi realizado durante a epidemia de Zika na Martinica, em Guadalupe e na Guiana Francesa entre cerca de 5 mil grávidas. David Roseborough/ Wikimedia Commons

Um estudo de pesquisadores franceses sobre o vírus da Zika, publicado nesta quinta-feira (14) no New England Journal of Medicine, diz que o primeiro trimestre da gravidez é o período de mais risco, levando em 3,7% dos casos a uma microcefalia grave no bebê, segundo um dos especialistas que assinam o documento.

O estudo Pregnancy Outcomes after ZIKA Infection in French Territories in the Americas (Resultados da gravidez após a infecção pelo vírus da Zika nos territórios franceses nas Américas, em português) permite afirmar com certeza que há "um risco indiscutível de anormalidade neurológica quando a mulher desenvolve a infecção durante o primeiro trimestre de gravidez", explicou Bruno Hoen, pesquisador do Instituto Nacional  da Saúde e da Pesquisa Médica (Inserm) da França, professor de doenças infecciosas na Universidade das Índias Ocidentais, em Guadalupe.

O estudo do Inserm, do Instituto Pasteur e do Centro Hospitalar Universitário de Guadalupe foi realizado durante a epidemia de Zika na Martinica, em Guadalupe e na Guiana Francesa entre cerca de 5 mil mulheres "desde o momento em que foram infectadas pelo vírus da zika, até o final da gravidez", entre março de 2016 e agosto de 2017.

Um subgrupo de 546 mulheres cuja data de infecção foi precisamente estabelecida foi separada para "calcular as taxas de anormalidades observadas de acordo com a ocorrência da infecção no 1º, 2º ou 3º trimestre da gravidez", de acordo com o médico coordenador do centro de investigação médica de Guadalupe.

7% das mulheres neste grupo foram afetadas por complicações neurológicas globais, com variações dependendo da época da gestação em que foram infectadas: 12,7% quando a mãe foi contaminada durante o primeiro trimestre de gravidez, ou seja, mais de uma criança entre 10, 3,6% para o 2º trimestre e 5,3% no 3º trimestre.

Casos de microcefalia grave

A microcefalia grave já foi identificada como a principal complicação neurológica do vírus da zika durante a gravidez e "é aqui que se mostra que há uma diminuição do risco ao longo do tempo", disse Hoen. Enquanto o risco global é de 1,6%, ele sobe a 3,7% quando a mãe está infectada durante o primeiro trimestre da gravidez, cai para 0,8% para o segundo e é de 0% no terceiro.

Em relação à síndrome causada pela infecção do vírus da Zika congênita, a taxa de microcefalia é no primeiro trimestre de 6,9%, caindo para 1,2% no 2º trimestre, e apenas 0,9% no 3°, acrescentou. O estudo foi conduzido rapidamente "enquanto a epidemia estava acontecendo e isso é realmente muito importante", disse o pesquisador.

"Mesmo que essas taxas de complicações sejam baixas em comparação com outras infecções virais em mulheres grávidas, elas continuam preocupantes porque, na fase epidêmica, o vírus da Zika pode contaminar mais de 50% de uma população", de acordo com Arnaud Fontanet, chefe de Unidade de Epidemiologia para Doenças Emergentes do Instituto Pasteur e co-investigador do estudo.

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