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Ciências

Cientistas explicam como Zika se transformou em ameaça para a saúde pública

media Pesquisadores do mundo todo tentam entender o funcionamento do vírus Zika. REUTERS/Ivan Alvarado

Um estudo divulgado nesta quinta-feira (28) analisa as transformações do Zika. A pesquisa afirma que o vírus foi inofensivo durante décadas, antes de sofrer uma mutação crucial em 2013 e provocar uma epidemia em vários países, entre eles o Brasil.

Os pesquisadores explicam no estudo, publicado na revista norte-americana Science, que nem sempre o Zika foi causador de malformações congênitas, como os milhares de casos de microcefalia registrados nos últimos anos. Identificado pela primeira vez em 1947 em um macaco em Uganda, o vírus foi responsável por infecções humanas em vários países africanos e asiáticos a partir da década de 1970.  

Durante a epidemia do vírus em 2015, várias teorias foram exploradas sobre suas possíveis transformações. Porém, segundo o estudo da Science, o Zika teria sofrido sua única verdadeira mutação em 2013.

Essa mudança, conhecida pelo nome S139N, tornou o vírus capaz de destruir as células cerebrais em desenvolvimento nos ratos e nos homens, afirma o estudo. Em 2015, variações asiáticas do vírus apareceram no Brasil, antes de se alastrarem por 84 países do continente americano.

O vírus é transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti e provoca uma infecção benigna na maior parte dos casos. Mas, se for contraído durante a gravidez, pode afetar o cérebro do feto e provocar uma microcefalia. O zika também pode causar a síndrome de Guillain-Barré, que gera paralisia e até a morte do paciente.

Desde 2015, mais de 2.800 crianças nasceram com microcefalia no Brasil. Mas os estudos apontam para uma queda dos casos registrados, com cerca de 400 assinalados este ano.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), desde novembro de 2016 o Zika não representa mais uma “urgência de saúde pública mundial”. Dezenas de vacinas estão sendo estudadas, mas nenhuma estará disponível antes de 2020.

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