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Ciências

Turismo de massa e pesca comercial ameaçam mar Mediterrâneo, diz ONG

media Mar Mediterrâneo gera 150 milhões de empregos Web : " www.luxe-campagne.fr photos gratuites de mer

A organização de proteção ambiental WWF divulgou um relatório nesta quarta-feira (27) alertando para a degradação dos recursos naturais do Mar Mediterrâneo em decorrência da pesca em grande escala e da atividade turística.

Segundo o relatório “Relançar a Economia do mar Mediterrâneo: as ações para um futuro sustentável”, o Mediterrâneo representa apenas 1% da superfície oceânica mundial, mas é responsável por 20% da produção marinha do mundo, gerando emprego para 150 milhões de pessoas. O patrimônio natural do mar, entretanto, está sendo destruído, afirma a ONG.

De acordo com o documento, a riqueza do mar Mediterrâneo, se fosse calculada da mesma maneira que um PIB nacional, chegaria em quinto lugar no ranking das economias da região, gerando uma produção anual equivalente à da Argélia, Grécia e Marrocos juntos. A exploração não-sustentável, entretanto, coloca o Mediterrâneo em risco.

Turismo ameaça patrimônio marinho

O relatório mostra que o turismo é o setor que mais contribui com as economias locais e representa 11% do PIB acumulados dos países banhados pelo Mediterrâneo. Mas o modelo turístico de massa, que gera alto consumo de água e energia, gestão pouco sustentável dos dejetos e desenvolvimento agressivo do litoral, está destruindo a costa e o meio-ambiente marinho.

Segundo o documento, a solução é adaptar a gestão ao ecossistema marinho, de forma sustentável, diminuindo o consumo de carbono. Para isso, incentivar a pesca local e buscar modelos de turismo sustentáveis seria fundamental.

“Essa nova análise mostra que a proteção do meio-ambiente deve ser uma prioridade absoluta para os dirigentes do Mediterrâneo. Constatamos uma boa mobilização no passado, mas uma análise objetiva mostra que o tempo passa e que é preciso agir em larga escala se quisermos assegurar um futuro saudável para o Mediterrâneo”, conclui o diretor da organização na Grécia, Demetres Karavellas.

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