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Ciências

Gelo da Bolívia chega à França para ser "arquivado" para o futuro

media Depois de retirar gelo da montanha de Dôme, na França, a equipe do RD foi até a monhatanha branca de Illimani, perto de de La Paz © IRD/Patrick Ginot

Conservar a memória do clima. Este é o objetivo do projeto Ice Memory, que recolheu dois imensos cilindros de gelo na Bolívia e os transportou para Grenoble, na França.

É a segunda vez que o projeto Ice Memory realiza uma operação. Desta vez, três toneladas de gelo foram extraídas da montanha Illimani, na Bolívia, e encaminhadas à cidade de Grenoble, na França. Uma viagem de 10.000 km em 50 dias, que chegou ao fim na quinta-feira (17).

O contêiner com as barras de gelo estava sendo ansiosamente esperado. A partir de agora, elas estão estocadas em uma câmara fria em Fontanil-Cornillon, nos arredores de Grenoble, no sudeste francês.

Arquivos de gelo

Vocês devem estar perguntando a razão desta expedição monumental. A resposta é científica: para que as futuras gerações aproveitem estes "arquivos de gelo".

Julie Bourdon, coordenadora logística do projeto de Ulisse CNRS, acompanhou a aventura que começou na Bolívia, a 6.300 m de altitude, em um frio extremo, até a França. "Para que os pedaços de gelo pudessem entrar nas caixas isotérmicas, foram cortados em barras de um metro cada uma. Pudemos colocar seis por caixa. Como eram transportados de Illimani há uma semana, não podiam ser muito longos para que pudessem entrar nos tubos, especialmente fabricados para a expedição. Quando as calotas de gelo chegaram em baixo, foram colocadas nas caixas isotérmicas, levadas ao local onde estava ligado o contêiner e, a partir desta etapa, pudemos pensar na retirada, no começo do transporte", esclarece a cientista.

Illimani é a a segunda montanha mais alta da Bolívia. Extensa e branca de neve, é um verdadeiro cartão postal vista da cidade de La Paz, com seus 6.462 m de altitude.

Outras explorações estão previstas e novas expedições alimentarão o primeiro arquivo glacial do mundo, com inauguração marcada para 2020, na Antártica.

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