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Adesão a vacinas diminui no Brasil e na França

Adesão a vacinas diminui no Brasil e na França
 
Estudantes em Dijon aguardam na fila para se vacinar contra meningite AFP

A adesão à vacinação está diminuindo no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde. A situação preocupa profissionais da área, que já observam surtos de doenças que haviam sido praticamente erradicadas, como o sarampo. Os médicos também vêm observando epidemias de caxumba e catapora, que ocorrem por falta de vacinação.

No ano passado, por exemplo, quase 25% das crianças não compareceram aos postos de saúde para tomar a tríplice ou tetra viral, que protege contra essas doenças e precisa de duas doses para ser totalmente eficaz. Só no ano passado, a imunização contra a poliomielite atingiu o menor índice da última década, atingindo 84% da cobertura.

Contrariamente à França, que vive um problema parecido, essa queda nas imunizações não está ligada aos movimentos contra as vacinas, por enquanto raros no Brasil. Um dos motivos dessa queda, explica a pediatra brasileira Isabela Balallai, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, é o descaso na hora de dar a segunda dose, ou ainda pouca adesão de adolescentes e adultos ao calendário.

“A cobertura vacinal cai muito entre os maiores de dois anos. Esse é um problema. A família esquece, relaxa, a rotina muda. Quando a gente fala em adolescente, então...o mundo inteiro está em busca de como levar o adolescente à sala de vacinação”, diz. “A população fica menos preocupada com determinada doença, como a polio. As crianças tomaram todas as vacinas no primeiro ano de vida e quando vem a campanha, liga para o pediatra, que diz que não precisa. Precisamos informar a população e o pediatra que continua sendo importante para eliminar a doença”, afirma.

Segundo a pediatra, o surto de sarampo ocorrido no Ceará entre 2013 e 2015 começou com um vírus importado da Europa, quando o Brasil estava prestes a receber o certificado de eliminação da OMS (Organização Mundial da Saúde). “Ele entrou e encontrou áreas com baixa cobertura. Existe a média brasileira, mas o preocupante são esses bolsões, áreas onde você tem maiorias não vacinadas”, esclarece. “Mas são situações que não estão ligadas ao antivacinismo, que no Brasi ainda é muito de 'Whatsapp'”, comenta a pediatra sobre as reações nas redes sociais.

Na França, aumenta a desconfiança em relação às vacinas

Na França, por outro lado, esse movimentos ganham cada vez mais espaço. Uma pesquisa do Instituto Nacional de Prevenção e Educação para a Saúde mostrou que a desconfiança da população em relação às vacinas passou de 10 para 40% entre 2005 e 2010.

Outra pesquisa, feita pelo organismo Mutuelle Nationale des Hospitaliers, revelou que um quarto dos franceses acredita que as vacinas trazem mais riscos do que benefícios. Uma petição lançada pelo oncologista francês Henri Joyeux, em 2015, sobre o perigo da presença de alumínio e de outras substâncias e complicações, já obteve mais de um milhão de assinaturas. Ele se defende dizendo ser contra a “vacinação abusiva”, que impõe aos pais, além da DTP, outras imunizações.

Por conta dessa petição, Joyeux foi expulso do Conselho Federal de Medicina, pela divulgação de informações não comprovadas cientificamente. Os efeitos dessa polêmica, entretanto, foram nefastos. Parte da opinião pública agora considera que é preciso reavaliar os benefícios das vacinas, amparados pelas informações falsas que circulam na Internet e por casos isolados de efeitos colaterais graves.

O resultado é que doenças graves, como a hepatite B e o sarampo, por exemplo, estão aos poucos saindo do calendário de vacinação de uma parte das crianças francesas. No país, apenas as vacinas contra a difteria, o tétano e a poliomielite são obrigatórias.

“Vacina contra catapora?”

A produtora de TV brasileira Raíssa Carajaville, mudou-se para a França no ano passado com o marido Morgan e o filho Calvin, qua fará dois anos em julho e recebeu todas as vacinas no Brasil.Raíssa disse ter se surpreendido ao saber que Calvin era um dos únicos da creche que havia sido vacinado contra o vírus da gastroenterite e da catapora.

“Na creche que ele frequenta as cuidadoras nem sabiam que essa vacina existia. Eu o levei na semana passada e tinha um aviso sobre uma epidemia. Eu lembrei que havia dado duas doses da vacina, chamada Varilix, e as funcionárias da creche insistiram que não havia imunização contra catapora”, conta a produtora brasileira. Para ela, o ceticismo em relação às vacinas não está ligado ao nível de instrução. “Pelo contrário, talvez se questionem mais”, observa.

Para a pediatra brasileira Balallai, uma das explicações pode ser que o rotavírus ou varicela mate mais nos países em desenvolvimento. “O que temos é uma história bonita e de sucesso da vacinação e nenhuma situação que possa deixar qualquer dúvida”.
 


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