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Hospital francês cura doenças mentais com realidade virtual

Hospital francês cura doenças mentais com realidade virtual
 
Programa de realidade virtual utilizado no tratamento de doenças mentais (Foto: Divulgação)

A realidade virtual se transformou em uma ferramenta valiosa no tratamento de fobias, vícios e outros problemas psiquiátricos. Uma equipe de médicos franceses está utilizando a tecnologia para tratar e curar pacientes com depressão, medo de altura, claustrofobia, stress pós-traumático, e até mesmo fumantes inveterados.

Quem nunca sonhou em parar de fumar jogando videogame? Essa é, de certa forma, a proposta de um hospital francês que promete curar fobias e vícios usando a realidade virtual. Um dos centros pioneiros nesse tipo de tratamento é o hospital da Concepção, em Marselha, que desde 2012 pesquisa o uso da técnica para tratar doenças mentais. Os resultados são otimistas, explica o psiquiatra francês Eric Malbos, que utiliza o método desde 2003. A ideia, diz ele, é diminuir ou até mesmo interromper o uso de medicamentos antidepressivos, muitas vezes responsáveis por diversos efeitos colaterais.

O remédio só é proposto antes do início da terapia em casos muito graves, ou mantido no começo e abolido no fim do tratamento. Segundo Malbos, são dez sessões semanais, que funcionam, garante, em 80% dos casos. “Os pacientes se tornam mais felizes, menos ansiosos, e, principalmente reencontram uma liberdade perdida. Pegar um avião sem medo, voltar a dirigir ou achar um emprego. É por isso que nos procuram”, diz.

Apaixonado por videogames, Malbos integrou seu hobby à sua vida profissional. Para ele, o mundo da Medicina era muito “conformista”, o que o levou a escolher a realidade virtual aplicada à prática médica como projeto de tese no fim do curso. Os programas utilizados na plataforma construída no hospital de Marselha são concebidos pelo próprio psiquiatra, cada um para uma fobia diferente.

“Eu os criei graças a motores gráficos utilizados na concepção de videogames. Usei isso para criar meus ambientes virtuais”. Os programas são usados no hospital, mas há outros similares também comercializados por empresas especializadas, que os vendem para consultórios em outras regiões da França e da Europa. Hoje, outros países já se interessam pela terapia, como o Canadá, Itália e a Bélgica.

Realidade virtual trata fumantes

Como funciona o tratamento? Depois de uma avaliação prévia, o paciente passa por uma terapia cognitiva tradicional. "O objetivo é aprender a gerenciar suas emoções", explica Malbos. O aprendizado passa pela capacidade de relaxar, melhorar a auto-estima e dizer não." A realidade virtual é aplicada nessa fase. No hospital de Marselha, um espaço foi construído especialmente para isso. O paciente entra em uma sala equipada de cerca de 27 metros quadrados de telas e óculos Rift, onde será confrontado virtualmente a suas próprias angústias.

No caso dos fumantes, por exemplo, ele vivenciará situações de risco: virtualmente, será colocado em um restaurante, um bar de praia, ou em uma pausa com colegas de trabalho, por exemplo. Nessas situações, os "avatores", ou personagens virtuais, vão propor um cigarro. Caberá ao paciente tentar resistir, de forma consciente à tentação. “Nós os colocamos em uma situação de risco para que ele possa praticar todas as técnicas que foram ensinadas antes. Nunca colocamos um paciente para interagir diretamente com a realidade virtual”, explica o psiquiatra. O mesmo princípio é aplicado no tratamento do medo de avião. Depois da terapia virtual, o paciente é colocado em um avião virtual. O hospital de Marselha também trata, em parceria com o Ministério da Defesa, soldados franceses que estiveram no Afeganistão e vivenciaram situações traumatizantes.

Medo de galinha

O psiquiatra conta ter tratado até mesmo um doente que tinha medo de galinha, uma de suas experiências virtuais mais difíceis de serem colocadas em prática, diz. A cor das penas e o tamanho das aves, muito pequenas, desagradaram a paciente, obrigando o médico a criar galinhas maiores do que existem na realidade. “Este é provavelmente o caso mais difícil que eu tive”.

 


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