Ouvir Baixar Podcast
  • 14h27 - 14h30 GMT
    Flash de notícias 20/10 14h27 GMT
  • 14h06 - 14h27 GMT
    Programa 20/10 14h06 GMT
  • 14h00 - 14h06 GMT
    Jornal 20/10 14h00 GMT
  • 08h57 - 09h00 GMT
    Flash de notícias 20/10 08h57 GMT
  • 08h36 - 08h57 GMT
    Programa 20/10 08h36 GMT
  • 08h30 - 08h36 GMT
    Jornal 20/10 08h30 GMT
  • 08h33 - 08h57 GMT
    Programa 15/10 08h33 GMT
  • 08h30 - 08h33 GMT
    Jornal 15/10 08h30 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Ciências

Tribo indígena boliviana tem as artérias mais saudáveis do mundo

media Os chimanes da Bolívia têm artérias saudáveis ONU

Os chimanes da Bolívia, um grupo indígena amazônico, têm as artérias mais saudáveis do mundo, devido à sua alimentação pobre em gorduras e a uma atividade física intensa, segundo estudo publicado nesta sexta-feira (17) pela revista médica britânica The Lancet.

"Eles têm os níveis mais baixos já detectados de enrijecimento das artérias, a chamada aterosclerose)", diz a pesquisa. Esa condição é uma degeneração dos vasos, que se manifesta pela formação de placas. Elas podem desacelerar ou obstruir o fluxo sanguíneo, o que provoca doenças coronárias e infartos.

Os membros da comunidade indígena, integrada por cerca de 6 mil pessoas, têm cinco vezes menos chances de desenvolver a doença do que os americanos. Entre 2014 e 2015, os pesquisadores realizaram tomografias computadorizas em 705 chimanes adultos, entre 40 e 94 anos, que viviam em 85 aldeias da Amazônia.

Com base nos resultados, eles concluíram que quase 9 em cada 10 pessoas da tribo (85%) não tinham nenhum risco de doença cardíaca, que 13% tinham um risco baixo e que apenas 3% tinham um risco moderado ou alto. Em comparação, cerca de metade dos americanos entre 45 a 84 anos têm um risco moderado ou alto de doença cardíaca.

O estudo revelou que a pressão sanguínea, o pulso cardíaco e os níveis de colesterol e açúcar no sangue dos chimanes também eram baixos e relacionou esses fatores com o estilo de vida, sem poder estabelecer cientificamente uma relação direta de causa e efeito.

"Uma dieta pobre em gorduras saturadas e rica em carboidratos não processados, peixes e animais selvagens, junto aos fatos de não fumar e de fazer exercício físico, podem ajudar a prevenir a aterosclerose", disse o coautor do estudo, o professor Hillard Kaplan, da Universidade do Novo México, nos Estados Unidos.

Carboidratos ricos em fibras

Embora o estilo de vida dos chimanes seja muito diferente do da sociedade industrializada, "alguns elementos são transferíveis", aponta o estudo. Eles se alimentam sobretudo à base de carboidratos ricos em fibras, como arroz, mandioca, frutas e milho.

E, enquanto nos países industrializados a população passa mais da metade das suas horas acordada em modo sedentário, no caso dos chimanes essa taxa é de apenas 10%.

Sua vida de subsistência, que inclui caçar, pescar e se dedicar à pecuária, faz com que eles passem entre seis e sete horas diárias fisicamente ativos, no caso dos homens, e entre quatro e seis horas, no caso das mulheres.

No entanto, a expectativa de vida dos chimanes é de 70 anos, em comparação com a média de 80 anos nos países industrializados, e 20% dos recém-nascidos da tribo morrem antes de completar um ano.

Tim Chico, cardiologista da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, alertou que é importante não "idealizar" a saúde dos chimanes, que sofrem com frequência de doenças infecciosas e problemas intestinais.

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.