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Personal trainer virtual, nova moda em Paris

Personal trainer virtual, nova moda em Paris
 
Há dois anos que David Oliveira segue os exercícios indicados por aplicativo. João Alencar

Já imaginou ter um personal trainer 24h disponível, em qualquer lugar, onde você for? É isso que prometem os diversos aplicativos de esportes. Nos parques da capital francesa, é cada vez mais comum ver pessoas treinando com o seu técnico virtual, ou seja, coladas ao celular, seguindo uma série de exercícios indicados pelo programa.

“Todo mundo com o aplicativo ligado?”, pergunta Grégory, antes de colocar o celular no chão e começar os exercícios, em um pequeno parque próximo da Gare de Lyon. Toda semana, Grégory, de 33 anos, participa de treinamentos coletivos marcados via internet. Sem treinador no local, o grupo inicia com um programa básico que permite a todos se aquecerem. Depois, cada um segue um ritmo específico, ditado pelo aplicativo.

Na França, o programa mais utilizado é o Freeletics, a contração em inglês de “atletas livres”. David Oliveira, de 42 anos, é desenhista industrial e já utiliza o aplicativo há dois anos. “Foi um amigo meu que falou que tinha visto na internet. Eu não estava bem convencido, porque essas coisas da internet... Eu comecei a ver os vídeos e as transformações das pessoas. Como o risco não era muito grande, eu pensei: se eu conseguir, ótimo, se não, não faz mal”, diz David.

Em dois anos, David perdeu 23 quilos, passando de 95 a 72 quilos. Com treinamentos diários em casa, ele explica como funciona o aplicativo. “No Freeletics, tem um teste de exames para avaliar o nível de cada pessoa. São pulos, flexões, agachamentos. Assim, o treinador avalia o seu nível, dependendo do tempo que você leva para realizá-los. Em seguida, ele fará um programa para você de duas, três, quatro ou cinco vezes por semana".


O aplicativo dispensa grandes aparelhos de musculação ou sala de ginástica. A idéia é que os exercícios utilizem o próprio peso do atleta, fazendo com que cada um possa praticar o programa em casa. O único objeto necessário é o celular. "Tem que estar sempre com o telefone, pois a cada exercício, você tem que validar. Ao final de cada um, você clica e passa para o seguinte", acrescenta David.

Motivação extra

Se cada pessoa pode praticar os exercícios sozinha, os encontros semanais são fundamentais para manter a motivação. Pauline, de 28 anos, trabalha na área de marketing e diz que prefere as atividades em grupo. “Com um grupo é muito mais motivante. Além disso, se alguém realiza um exercício errado, por exemplo, pode haver um risco, porque, claro, nós não temos um profissional conosco. Mas geralmente tem sempre um amigo no grupo que conhece mais, que aconselha bastante. Tem também os vídeos no aplicativo que mostram como fazer bem os movimentos. Podem existir lesões, como em qualquer prática de esportes, mas eu não acredito que haja um risco maior”, afirma. 



Criado na Alemanha em 2013, o Freeletics é hoje um dos aplicativos mais utilizados na França, com milhares de adeptos em todo o mundo, inclusive no Brasil. O programa básico é gratuito, mas para ter um acompanhamento mais específico, torna-se pago.


E o que pensam os personal trainers ?

No parque da ilha Saint-Germain, próxima de Paris, no meio do rio Sena, o preparador físico Alex Lebkowski corrige os movimentos de uma aluna. Ele é autor do livro "Reforço e musculação profunda", em tradução livre, e não vê com maus olhos o crescimento dos aplicativos de esportes. "Os aplicativos não substituem os treinadores mesmo se eles oferecem um acesso mais fácil para melhorar a forma física, visto que são programas que podem ser feitos em qualquer lugar. 
Mas para realizar bem esses exercícios tem que ter um mínimo de conhecimento, de como fazer os movimentos. Daí a necessidade de um treinador, em um primeiro momento, para que a prática seja bem feita”, adverte.

O treinador ressalta que, acima de tudo, essa é uma nova forma de incentivar a prática de exercícios. “Porém é, sem duvida uma evolução positiva pois permite a todos de praticar esportes em qualquer lugar, em qualquer momento“, destaca Alex Lebkowski.


Em qualquer momento, com qualquer temperatura. Para encarar o inverno europeu, Grégory dá uma dica para aqueles que usam o frio como desculpa para não sair de casa. “Para mim, o melhor treinamento é aquele que não estava previsto. O orgulho de dizer para si próprio que estava fazendo frio, mas eu saí mesmo assim. Eu corri, fiz flexões. No final, a satisfação é imensa”, garante Grégory.

Pessoas se reúnem para treinar, seguindo as atividades previstas nos aplicativos João Alencar

 

 


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