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Pacientes omitem sintomas dos médicos após cirurgia refrativa, diz estudo

Pacientes omitem sintomas dos médicos após cirurgia refrativa, diz estudo
 
Uma em cada dez pessoas tem o olho seco Laitr Keiows/ Wikimedia Commons

As cirurgias que corrigem os defeitos da visão são totalmente confiáveis? Ao que tudo indica sim, mas um estudo divulgado pela revista científica JAMA Ophthalmology sugere que as operações com laser que corrigem a miopia, a hipermetropia, o astigmatismo e a presbiopia podem ter mais sequelas do que se imaginava -apesar do alto nível de satisfação dos pacientes.

A pesquisa, que ouviu 262 pessoas operadas, mostra que, apesar de satisfeitas, elas guardam sintomas alguns meses depois do procedimento.Entre eles, dificuldade para enxergar à noite, visão dupla, halo ou brilhos. A novidade desse estudo, que paradoxalmente mostra que 95% dos pacientes estão satisfeitos com o resultado da operação, é que ele revelou que muitos deles tendem a ser mais honestos quando respondem a um questionário do que quando estão diante do médico.

As conclusões do relatório, que integram um estudo maior produzido pelo FDA, a agência americana de medicamentos, também indicam que os pacientes e médicos deveriam avaliar mais cuidadosamente os riscos potenciais da cirurgia. A representante da Sociedade Francesa de Oftalmologia e uma das maiores cirurgiãs do país, Catherine Abou Ganem, afirma que os sintomas são sempre possíveis, mas raramente duradouros. Ela cita um outro estudo publicado neste ano pelo JCRS (Journal of Cataract & Refractive Surgery), feito com 68 mil pacientes, indicando que 98,8% estão satisfeitos com a operação - um número ainda maior do que o estudo publicado na JAMA.

"Pacientes estão contentes com resultado"

Ainda hoje, a técnica usada com mais frequência é a LASIK, que consiste em cortar com um raio laser especؙífico, conhecido como Excimer, uma lamela fina da córnea e esculpir o olho para que o globo ocular adquira um formato normal, e não ovalado, como no caso da miopia, por exemplo. A anestesia é realizada com um simples colírio e o paciente sai do bloco operatório sem óculos ou lentes e enxergando normalmente.

“Atualmente, a LASIK tem mais de 20 anos. E o Excimer Laser (usado nas cirurgias) apareceu nos anos 1990. É um procedimento antigo, que continua a ser bastante praticado, e que todos os estudos comprovaram a segurança e a eficácia, com um alto índice de satisfação dos pacientes. Não podemos questionar essa cirurgia. Comecei a operar em 1994 com essa técnica, fui uma das primeiras francesas a fazê-lo, e posso afirmar que as pessoas estão contentes com o resultado", diz a especialista.Além disso, os sintomas são cada vez mais raros com a evolução da precisão do laser e extremamente moderados”.

De acordo com a médica, é preciso levar em conta a percepção do sintoma, que muitas vezes não está associado à cirurgia. "Praticamente 100% dos pacientes dirá que tem uma taxa de efeitos colaterais muito baixa", afirmou em entrevista à RFI Brasil.A cirurgia também evoluiu. O laser se aperfeiçoou nas últimas décadas e os cortes são cada vez mais finos, preservando o máximo possível a integridade da córnea, a área de atuação do laser e a "ablação" - a incisão realizada pelo feixe do laser.

"É claro que os sintomas hoje são menores em relação às cirurgias realizadas nos anos 1990, com certeza", diz a oftalmologista. "Mas, de uma maneira geral, há sintomas durante no máximo seis meses, e depois eles desaparecem. Sintomas como olho seco, halos ou sensibilidade aos contrastes, tudo isso volta ao normal em cerca de seis meses", reafirma.

Nova técnica preserva ainda mais o olho

Uma nova tecnologia chamada Smile, conta a médica, já está substituindo a LASIK e vai melhorar ainda mais o conforto dos pacientes e diminuir sensação de olho seco depois da cirurgia. Em vez de retirar uma tampa da córnea, é feita uma incisão de 3 milímetros por onde penetra o laser, diminuindo assim a área do corte.

Muitos pacientes também precisam retocar a cirurgia depois de 10 ou 15 anos, porque a miopia evoluiu. Mas antes de operar, diz a especialista francesa, é preciso respeitar algumas condições anatômicas do paciente, ligadas principalmente à espessura da córnea, mas em geral a cirurgia pode ser feita novamente sem riscos.

Pacientes que eram míopes e adquiriram presbiopia com a idade também podem corrigir o defeito no laser. A correção é sempre realizada com o Excimer laser, descoberto nos anos 80, que revolucionou o mundo da Oftalmologia.  "O que muda nas cirurgias é a programação do laser Excimer. A repartição dos "spots", que vão esculpir a córnea para corrigir o defeito da visão, que é diferente, quando tratamos uma miopia, hipermetropia, um astigmatismo ou uma presbiopia, mas o laser é sempre o mesmo. O que muda é sua programação."

Usar óculos hoje é realmente uma opção. Apenas 15% dos pacientes não podem beneficiar da cirurgia, por questões variadas, ligadas principalmente a especificidades da córnea, afirma a médica francesa.
 


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