Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 25/04 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 25/04 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 25/04 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 25/04 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 25/04 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 25/04 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 24/04 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 24/04 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Ciências

População de animais vertebrados caiu 58% desde 1970, diz WWF

media Tubarões estão entre as espécies mais ameaçadas WWF

A imprensa francesa dá destaque ao relatório "Planeta Vivo", divulgado nesta quarta-feira (26) pela ONG WWF Internacional. O estudo revela que a população de vertebrados na Terra caiu 58% entre 1970 e 2012 e, se a tendência persistir, poderá atingir 67% até 2020.

O jornal Les Echos afirma que o mundo está se esvaziando de seu patrimônio vivo. O diário explica que 150 cientistas contribuíram para o relatório, analisando cerca de 14 mil populações de 3.700 espécies em todo o mundo.

Para resumir, afirma o Les Echos, a abundância de mamíferos, pássaros, répteis, anfíbios e peixes caiu, em média, à metade no intervalo de pouco mais de 40 anos. É um empobrecimento da fauna comprovado, adverte o jornal.

De acordo com o diretor-geral do WWF Internacional, Marco Lambertini, "se permanecer este declínio da biodiversidade, o mundo natural que hoje conhecemos desabará em seu conjunto".

Já o diretor da WWF na França, Pascal Canfin, disse à imprensa que estamos assistindo "a uma regressão da vida sobre o planeta, da qual somos em parte responsáveis". Isso significa um fator de risco importante para a humanidade, segundo o ativista.

Acontecimentos comprovam destruição

Segundo o jornal Le Figaro, dois acontecimentos comentados esta semana comprovam a destruição do meio ambiente e as dificuldades de revertê-lo. Os corais da Grande Barreira na Austrália estão morrendo por causa do aquecimento da água. E os países que defendem a caça de baleias postergaram a criação de um santuário para o mamífero ameaçado no Atlântico Sul.

Porém, para o diretor da WWF na França, o aquecimento global tem tido um impacto "relativamente marginal [...] porque estamos apenas com um grau de elevação" da temperatura do planeta de apenas 1 grau em relação à era pré-industrial.

O relatório anterior "Planeta Vivo", publicado em 2014 por essa ONG de defesa do meio ambiente, mencionava uma queda de 52% entre 1970 e 2010.

Animais de água doce

Os animais mais particularmente afetados são os de água doce, cuja população está em queda livre: caiu 81% entre 1970 e 2012 devido ao excesso de exploração - muitas vezes involuntária - e da perda ou degradação de seu habitat.

As populações marinhas sofreram uma redução de 36%, com um terço de espécies de tubarões e arraias ameaçados de extinção, fundamentalmente devido à pesca excessiva.

Outras vítimas são os elefantes da África, que devido à caça ilegal, foram reduzidos em 111 mil desde 2006, totalizando atualmente 415 mil animais.

De maneira geral, a ameaça mais frequente que pesa sobre as populações em declínio é a perda ou degradação de seu habitat devido à atividades agrícolas, à exploração florestal, à mineração e à transmissão e produção de energia, ou seja, atividades humanas.

Outras causas são o excesso de caça e pesca, a contaminação ambiental, as espécies invasivas e doenças.A população mundial, hoje em 7,4 bilhões de pessoas, chegará a 9,7 bilhões em 2050, e neste ritmo precisará de um segundo planeta.

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.