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Ciências

Médicos da França questionam cirurgia em feto fora do útero feita nos EUA

media Médicos retiraram, operaram e recolocaram o feto de um bebê no ventre da mãe no Texas Children's Fetal Center DR

O caso inédito emocionou o mundo e surpreendeu os especialistas. No Texas, um feto com um raro tumor no cóccix foi operado fora do ventre da mãe e depois recolocado no seu interior. Mas a comunidade científica francesa se interroga sobre a cirurgia.

"É impossível tirar o feto do útero", afirma o professor Jean-Marie Jouannic, do Hospital Trousseau, renomado centro hospitalar universitário situado no centro da França. O obstreta explica que para se chegar ao feto, no caso do bebê com um tumor no cóccix, faz-se uma pequena incisão para manipulá-lo através de uma abertura a fim de trazer a parte baixa de suas costas à superfície, para poder operá-lo. "E depois, costura-se o corte", diz o médico, observando que depois da anestesia geral, a gravidez da mãe prossegue normalmente.

"Chamamos esse procedimento de cirurgia a céu aberto, mas a criança não é extraída do útero, senão ela começaria a respirar", assegura o especialista. Esta respiração seria equivalente ao nascimento, pois no interior do útero os pulmões estão cheios de líquido, e a oxigenação dos órgãos é feita por trocas gasosas com a mãe através do cordão umbilical.

O ginecologista e obstetra Bernard Hedon, do centro hospitalar de Montpellier, no sul do país, concorda com o colega e acrescenta: "O útero se expandiria fora do ventre e depois seria impossível recolocá-lo normalmente no interior".

Como foi a cirurgia do feto fora do útero?

LynLee é uma menininha de quatro meses que nasceu no Texas. Segundo os médicos do Children's Fetal Center do estado, ela nasceu duas vezes! Eles descobriram um tumor raríssimo no cóccix, um caso entre trinta mil, quando a mãe do bebê estava com 16 semanas de gravidez. O bebê, com insuficiência cardíaca, poderia morrer no útero.

Com o consentimento dos pais, os cirurgiões decidiram "fazer o feto sair do ventre da mãe", a fim de operá-lo. No momento, ele pesava apenas 500 gramas. A massa de tecidos embrionários foi retirada e, depois desse primeiro "nascimento" o feto foi recolocado no ventre materno. No dia 6 de junho deste ano, a menina nasceu "de verdade".

Em geral, os médicos aguardam o fim da gravidez para intervir, mas como os dias do bebê estavam contados, eles decidiram recorrer à cirurgia. "Foi uma espécie de milagre termos conseguido abrir o útero e depois recolocar o feto no lugar", observa Darrell Cass, co-diretor do Texas Children's Fetal Center.

Diferenças entre França e Estados Unidos

Na França, a cirurgia dentro do útero é bem menos praticada do que nos Estados Unidos. "Aqui não há data-limite para interromper uma gravidez se o bebê sofre de patologias muito graves, enquanto que nos Estados Unidos a interrupção é proibida depois de 20 ou 22 semanas, dependendo do estado", esclarece Yves Ville, chefe do serviço de maternidade do hospital Necker, de Paris.

No hospital Trousseau, esse tipo de operação nunca foi realizada. "Essa prática é muito rara e o risco de um parto prematuro é altíssimo. Desse ponto de vista, a cirurgia foi um sucesso", reconhece o doutor Hedon. Mas para os médicos franceses, essa foi uma "cirurgia de salvação", como diz Jean-Marie Jouannic. Ele cita, como prova, que a pequena LynLee teve que ser reoperada oito dias depois de ter nascido.

 

 

 

 

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