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Revista francesa analisa “epidemia” mundial de autismo

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Revista francesa analisa “epidemia” mundial de autismo
 
Crianças autistas são estimuladas em escola especializada de Paris. AFP PHOTO FRANCK FIFE

Questionar se uma pessoa mais calada e centrada no seu próprio mundo “não é autista” se tornou banal nos últimos anos. O comentário frequente é resultado da popularização dos estudos sobre a doença neurológica que afeta as relações sociais. A revista francesa L’Obs desta semana investiga o que há de verdadeiro nesta suposta “epidemia” de autismo no mundo.

O texto observa que os Estados Unidos são o único país que têm estatísticas detalhadas sobre a doença e o que mais investe em pesquisas. Os dados citados pela reportagem são de arrepiar: 68 em cada 100 crianças nascidas no país são autistas – contra 1 em cada 100 apenas 25 anos atrás. Nos anos 1970, era um caso para cada 5 mil nascimentos.

Isso significa que há cada vez mais pessoas atingidas pelo mal? Não necessariamente, explica L’Obs. Como tantas outras doenças, o autismo hoje é mais investigado e, portanto, mais diagnosticado.

Para começar, afirma a revista francesa, o autismo de hoje “não é mais o mesmo de 1943”, quando a doença foi identificada. Naquela época, as crianças que apresentavam comportamentos repetitivos, avessas ao contato com outras pessoas, a mudanças na rotina e com uma extrema dificuldade de comunicação eram consideradas autistas.

Os anos 1980 marcaram “uma verdadeira revolução” no estudo da doença, explica a publicação. O conceito de autismo foi expandido e, com ele, as estatísticas de crianças portadoras.

Um dado citado na reportagem chama a atenção: a ocorrência de autismo reflete as desigualdades raciais da sociedade. Crianças brancas e de classe média parecem ser mais atingidas do que as negras e pobres. Porém, conforme os especialistas, isso ocorre apenas porque a primeira categoria tem um acesso maior a informação e recursos financeiros para diagnosticar e tratar os seus filhos.

Gravidez tardia e poluição: fatores de risco de autismo

Mas a revista também mostra que, para alguns cientistas, o simples aumento do conhecimento do assunto não explica tudo. Gravidezes tardias, hoje comuns, são um fator de risco maior de incidência da doença. A semanal destaca que a exposição à poluição aguda, como agrotóxicos, ou até produtos do cotidiano, como os de limpeza, também aumenta as chances de dar à luz uma criança autista.

Os dados americanos citados no texto mostram que algumas regiões dos Estados Unidos são mais atingidas do que outras. Os meninos são quatro vezes mais portadores da doença do que as meninas.

Já na França, L’Obs destaca que, na terra da psicanálise, ainda há muita resistência em estabelecer um diagnóstico genético de uma criança com distúrbios que podem ser da doença. Associações de pais franceses denunciam que, sem um tratamento adequado, os autistas se desenvolver bem menos do que o potencial.
 


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