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Ciências

Rosetta cai no cometa Churi e conclui sua missão espacial de 12 anos

media Reprodução da sonda Rosetta antes de se chocar contra o cometa Churi, nesta sexta-feira (30). ESA/ATG medialab

Em um final espetacular de sua histórica missão, a sonda Rosetta se chocou voluntariamente nesta sexta-feira (30) contra o cometa Churi (67P), onde descansará depois de mais de 12 anos de odisseia espacial.

"Posso confirmar a descida completa e bem sucedida", declarou o chefe da missão, Patrick Martin, no centro de controle da Agência Espacial Europeia (ESA) em Darmstadt, Alemanha, anunciando o fim da missão.

A sonda pioneira não foi concebida para pousar, mas os engenheiros da ESA fizeram de tudo para que o "impacto controlado" no cometa, depois de uma queda de 14 horas de uma altura de 19 km a 3,2 km/hora, fosse o mais suave possível.

A partir do momento do impacto, a Terra teve de esperar 40 minutos para ser informada por ondas de rádio pela sonda, que operou em piloto automático, antes de apagar para sempre todos seus circuitos. "É como uma eutanásia cósmica", afirmou, emocionado, Roger Bonnet, ex-diretor científico da ESA quando a sonda foi lançada.

Compreensão da formação dos cometas

Rosetta utilizou suas últimas forças para acumular a maior quantidade possível de imagens e dados científicos desta última missão. A maior parte dos instrumentos da sonda ficou conectado durante as últimas horas. Sua meta era fazer imagens de bem perto, registrar os gases e medir a temperatura de Churi e sua gravidade.

As imagens e os dados coletados sobre a poeira e os gases que saem do cometa 67P são importantes para continuar avançando na compreensão do processo de formação dos cometas e do Sistema Solar. Os cometas, surgidos há 4,5 bilhões de anos, fazem parte dos objetos mais primitivos do sistema planetário.

A sonda não tem mais qualquer possibilidade de se comunicar com a Terra, já que não pode orientar sua antena principal, segundo Sylvain Lodiot, chefe de operações da ESA. Ela posou uma zona situada na cabeça do cometa, onde há depressões circulares largas e profundas, e de onde saem jatos de gases e pó quando o corpo celeste se aproxima do Sol.

Primeira missão a orbitar e pousar em um cometa, a Rosetta foi aprovada em 1993 pela Agência Espacial Europeia para explorar as origens e a evolução do Sistema Solar. A odisseia espacial, que custou € 1,4 bilhão, permitiu recolher tantos dados que os cientistas ficarão ocupados durante décadas, indicou a ESA.

(Com informações da AFP)

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