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Ir a concertos de música clássica diminui estresse, aponta estudo

Ir a concertos de música clássica diminui estresse, aponta estudo
 
Estudo britânico é o primeiro que relaciona frequentar concertos musicais ao bem-estar das pessoas. AFP PHOTO/HOANG DINH NAM

Frequentar concertos de música clássica combate o estresse. Essa é a conclusão de um recente estudo do Royal College of Music, de Londres, publicado pela revista científica Public Health. A pesquisa é a primeira que relaciona ir a um evento cultural ao bem-estar e a benefícios à saúde. 

Para realizar o experimento, os pesquisadores Daisy Fancourt e Aaron Williamon analisaram as reações de 117 pessoas que assistiram a dois shows de música erudita do compositor Eric Whitacre. Os índices de cortisol, chamado de "hormônio do estresse" foram medidos na saliva dos participantes do estudo, antes, durante e depois do show, quando o nível da substância apresentou uma relevante queda.

Os pesquisadores não observaram nenhuma diferença de resultados associada à idade ou conhecimentos musicais. “Existiria uma resposta universal das pessoas ao fato de assistir a um concerto”, denota Fancourt.

Há alguns anos, especialistas vêm comprovando a influência da música no bem-estar das pessoas. Existem cerca de trinta estudos que relacionam respostas biológicas positivas do organismo à escuta de melodias, eruditas ou não.

Como o cérebro reage à música?

O musicoterapeuta, Renato Tocantins Sampaio, doutor em Neurociências e professor-adjunto da Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), explica a reação da música no organismo.

“A música tem uma estrutura de organização formal de sons e silêncios, na qual ciclos são repetidos. A percepção desses padrões nos leva a ter um processo de antecipação, com uma expectativa que aquele ciclo se repita. Neste momento, existe uma tensão emocional que é produzida pela percepção desses parâmetros musicais. Dependendo da resolução desta tensão, podemos ter tanto efeitos cognitivos como emocionais”, diz.

Segundo a musicoterapeuta Camila Gonçalves, vice-presidente da União Brasileira das Associações de Musicoterapia (UBAM) e presidente da Associação de Musicoterapia do Paraná (AMT-PR), essas reações envolvem o cérebro inteiro. “Engaja-se tanto o cerebelo, com funções iniciais e mais primárias, como teremos também o envolvimento da área do cérebro das emoções e das lembranças. E organismo vai liberando hormônios diferentes de acordo com cada reação que vai aparecendo”, explica.

Musicoterapia trata pacientes através de melodias

Esse, aliás, é o princípio da musicoterapia, uma modalidade de tratamento no qual um profissional vai engajar o paciente em experiências musicais, conduzindo-as para trazer mudanças e melhoras na saúde do paciente. De acordo com Sampaio, a terapia pode se basear tanto na escuta de melodias quanto na produção ou reprodução musical. “O paciente pode cantar ou tocar uma música que ele já conhece ou pode também improvisar e compor, por exemplo. Dentro destas atividades, o musicoterapeuta vai direcionar esse envolvimento do paciente de acordo com a necessidade clínica dele”, ressalta.

Segundo o especialista, algumas melodias, devido a sua própria estrutura e seu tempo de duração, são mais eficazes. É o caso da música clássica.“As músicas que chamamos de populares são muito curtas em relação à música erudita, que muitas vezes chegam a durar 10 ou 15 minutos. Por ser mais longa, a exploração de aspectos como a previsibilidade do padrão, acaba amplificando esse efeito de expectativa que pode resultar no relaxamento”, explica Sampaio.

Mas, segundo Gonçalves, nada impede que outros gêneros de música proporcionem o mesmo efeito. O importante, segundo ela, é se identificar com o tipo de música que se ouve. “Há estudos da área da Psicologia da Música que demonstram que pessoas que gostam de rock, por exemplo, conseguem se acalmar escutando esse gênero musical”, diz.

Por isso, a especialista recomenda que se ouça canções ou gêneros musicais de sua preferência. “Com certeza, esse hábito trará um efeito positivo para o indivíduo”, conclui.


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