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Ciências

Extinção de polinizadores ameaça produção de frutas, café e chocolate

media Abelhas e borboletas são os polinizadores mais ameaçados de extinção, de acordo com estudo do Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços dos Ecossistemas (IPBES). REUTERS/Mike Blake

A diminuição no número de abelhas, borboletas e pássaros, essenciais para a polinização dos cultivos, ameaça parte da produção agrícola mundial, inclusive de frutas, café e chocolate. O alerta foi lançado nesta sexta-feira (26) por especialistas que avaliam o retrocesso da biodiversidade.

"Um número crescente de polinizadores estão ameaçados de extinção em todo o mundo devido a vários fatores, muitos deles causados pelo homem, o que coloca em risco os meios de existência de milhares de pessoas e centenas de bilhões de dólares de produção agrícola", indica o comunicado da Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços dos Ecossistemas (IPBES, em inglês).

A organização chegou a esta conclusão em seu primeiro relatório, divulgado em Kuala Lumpur e redigido por cerca de 80 cientistas. O documento, a primeira análise de tal magnitude realizada sobre o tema, alerta que é necessário frear o fenômeno, que, segundo a IPBES, compromete a alimentação das populações.

A organização indica que de 5% a 8% da colheita agrícola mundial são diretamente dependentes da ação dos polinizadores nas colheitas (cereais, frutas, etc). Em valores, essa produção representa entre US$ 235 e US$ 577 bilhões.

Três quartos das colheitas dependem dos polinizadores

Existem mais de 20 mil espécies de polinizadores no mundo, sejam selvagens, como as borboletas ou o os mamangabas, ou domésticos, como a abelha-europeia (Apis mellifera), que fabrica mel. De modo geral, ao menos três quartos das colheitas mundiais dependem deles para o desenvolvimento das plantas.

Diferentemente do trigo ou do arroz, a maioria das frutas e verduras, as oleoginosas e certos cereais - que constituem "fontes importantes de vitaminas e minerais" - dependem da polinização. Daí a advertência dos cientistas sobre uma "possível alta dos riscos de desnutrição".

"Sem os polinizadores, muitos de nós não poderíamos consumir café, chocolate ou maçãs, entre outros alimentos de nossa vida diária", diz Simon Potts, vice-presidente do IPBES e professor da Universidade de Reading, no Reino Unido.

América do Norte e Europa são as regiões mais ameaçadas

Atualmente, 16% dos polinizadores vertebrados, como pássaros ou morcegos, estão ameaçados de desaparecimento, um número que chega a 30% entre as espécies insulares, afirmam os especialistas.

Para os insetos, os maiores polinizadores, não há avaliação em escala mundial por falta de dados disponíveis. No entanto, "as estimativas locais e regionais indicam ameaças muito elevadas, em particular para as abelhas e as borboletas, às vezes com mais de 40% de espécies de invertebrados ameaçados localmente", indica o documento.

A América do Norte e a Europa ocidental estão particularmente ameaçadas pela diminuição de polinizadores selvagens. Embora existam dados incompletos para América Latina, Ásia e África, os cientistas estimam que as mesmas tendências são registradas nestas regiões.

O retrocesso tem várias causas, explica um dos vice-presidentes da IPBES, Robert Watson. "A diminuição dos polinizadores selvagens deve-se principalmente à mudança na utilização das terras, às práticas de agricultura intensiva e à utilização de pesticidas, às espécies invasivas, aos agentes patogênicos e às mudanças climáticas".

O grupo de especialistas lembra que a melhor forma de preservar os polinizadores é ter uma maior presença de flores selvagens perto das colheitas, reduzir o uso de pesticidas e fazer um melhor controle de parasitas.

(Com informações da AFP)

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