Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 23/08 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 23/08 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 23/08 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 23/08 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 23/08 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 23/08 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 22/08 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 22/08 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Ciências

Teste de urina poderá detectar câncer do colo do útero

media Teste de urina para detectar câncer do colo do útero. (Foto: Captura de vídeo/http://www.allodocteurs.fr/)

Um estudo divulgado nesta quarta-feira (17) por cientistas da Universidade de Manchester mostrou que os testes de urina podem ser usados na detecção do Papiloma vírus (HPV), que provoca o câncer do colo de útero. A descoberta pode ser uma alternativa ao Papanicolau, exame que analisa as células epiteliais.

Os cientistas analisaram 14 pesquisas e compararam os resultados, praticamente similares, dos testes de urina e do Papanicolau. A sensibilidade do novo método é descrita como moderada na detecção de casos positivos (73%) e elevada em casos negativos (98%). No total, 1442 mulheres sexualmente ativas participaram do estudo.

“A detecção do HPV na urina é um método não-invasivo, acessível e aceitável para as mulheres”, dizem os autores. Segundo os cientistas, o teste de urina poderá melhorar a depistagem, já que ainda existem mulheres reticentes à realização do Papanicolau. Ele também representa uma alternativa barata em países onde o acesso à saúde é restrito e existe pouca infraestrutura.

Pesquisadores pedem “cautela”

Os pesquisadores reconhecem, entretanto, que os resultados devem ser interpretados com “cautela”, em razão das variações existentes entre os diversos estudos e a ausência de “um método uniformizado de detecção do HPV na urina.” Por enquanto, o Papanicolau continua sendo insubstituível. Hoje, a maior parte dos países ocidentais determina que o exame deve ser feito a cada três anos para evitar o câncer do colo do útero.

Cerca de 80% das mulheres sexualmente ativas já foram infectadas pelo HPV, mas apenas entre 10 e 20% desenvolvem uma infecção que poderá, em alguns casos, se transformar em um câncer uterino. Apenas 13 cepas do vírus são oncogênicas e passíveis de originar lesões invisíveis a olho nu, que sem tratamento, podem se tornar malignas. A existência do vírus foi descoberta nos anos 90.

 

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.