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Brasil

Sínodo sugere ordenação de homens casados e rito próprio na Amazônia

media A missa de encerramento do Sínodo da Amazônia contou com a presença de muitos indígenas na Basílica de São Pedro, no Vaticano. REUTERS/Remo Casilli

O papa Francisco celebrou neste domingo (27), no Vaticano, a missa de encerramento do Sínodo da Amazônia. O diaconato para mulheres não foi aprovado durante o encontro de três semanas, mas uma comissão para estudar o tema deverá ser restabelecida. Todas as decisões aprovadas pelos participantes deverão ser ratificadas pelo papa em exortação pós-sinodal a ser publicada ainda neste ano.

Rafael Belincanta, correspondente da RFI em Roma

O encontro colocou a América Latina no centro das atenções da Igreja Católica. Muitos indígenas da Amazônia acompanharam a celebração da missa de encerramento na Basílica de São Pedro. O papa Francisco disse que, hoje, os menos favorecidos “estão conosco, no foco das atenções”. Durante o Sínodo, prosseguiu, a Igreja teve “a graça de escutar as vozes dos pobres, ameaçados por modelos de progresso predatórios. Quantas vezes, mesmo na Igreja, as vozes dos pobres não são escutadas, silenciadas porque incômodas”, afirmou o pontífice.

Homens casados

As palavras do papa vieram poucas horas depois da apresentação dodocumento finaldo Sínodo da Amazônia, no qual os bispos pedem a Francisco que autorize “ordenar sacerdotes homens idôneos e reconhecidos pela comunidade, que tenham um diaconato permanente e formação adequada para o presbiterado, com família legitimamente constituída e estável”.

Questionado se o fim do celibato está próximo para toda a Igreja Católica, o cardeal canadense Michael Czerny, nascido na República Tcheca, ponderou: “O contexto amazônico não é suficiente para decidir sobre a questão para toda a Igreja, os bispos querem um debate mais amplo”, afirmou durante a coletiva de imprensa de apresentação do documento final do sínodo, na noite do sábado (26).

Mulheres e diaconato

O documento final do sínodo não contempla o diaconato feminino. Porém, sugere que seja reativada uma comissão de estudos sobre o tema, criada pelo papa em 2016 e encerrada no início deste ano. “Fizemos progressos nesse tema, não tanto quanto em outras áreas, é verdade. O progresso está em andamento, porém ainda há muito para se refletir, ouvir e pensar”, declarou Czerny.

Novo rito católico: o Rito Amazônico

Uma das principais reivindicações, sobretudo das mulheres católicas, é a adaptação da liturgia às tradições amazônicas. Neste item, os bispos pedem ao papa que convoque “uma comissão para estudar a elaboração de um rito amazônico que expresse o patrimônio litúrgico, teológico, disciplinar e espiritual da Amazônia”. Caso seja autorizado pelo papa, o rito amazônico seria o 24° rito católico reconhecido pelo Vaticano.

Presença Igreja na Amazônia

O documento traz ainda uma série de sugestões para reforçar a presença institucional da Igreja Católica na Amazônia, dentre elas a fundação da Universidade Católica da Amazônia e de um Observatório Eclesial permanente para a região.

Defesa dos povos originários

O documento apresenta a Igreja Católica como “aliada dos povos indígenas”. O texto final afirma que a instituição deve “respeitar os direitos à autodeterminação, à delimitação dos territórios e à consulta prévia, livre e informada dos povos indígenas”. E recomenda uma atuação além da pastoral, destinada a “pressionar os Estados para que protejam os direitos e a inviolabilidade dos territórios dessas populações”.

“O Sínodo é um novo caminho da Igreja para dentro das nossas comunidades, não para celebrar somente nos altares, mas ir para dentro da nossa realidade, ouvir e estar junto com nosso povo”, defendeu José Cristo das comunidades itinerantes da etnia Sateré-Mawé.

Pós-sínodo

Francisco nomeou uma comissão pós-sinodal que será responsável por articular as propostas do Sínodo da Amazônia e auxiliá-lo na elaboração da exortação pós-sinodal. Neste documento, o papa tornará públicas as novas recomendações para a Igreja Católica na Amazônia.

A comissão é formada por 13 bispos, quatro deles brasileiros: dom Cláudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo e relator-geral do Sínodo da Amazônia, dom Alberto Taveira, arcebispo de Belém (PA), dom Roque Paloschi, bispo de Porto Velho (RO) e dom Erwin Kräutler, bispo emérito da prelazia do Xingu (PA). O papa ainda deverá nomear três pessoas que completarão a comissão, dentre eles duas mulheres.

Cúpula com governadores no Vaticano

Nesta segunda-feira (26), governadores da Amazônia Legal participam de uma cúpula organizada pela Pontifícia Academia para as Ciências que vai debater acordos e compromissos para o desenvolvimento sustentável da Amazônia. O Brasil estará representado pelos governadores do Acre, Amapá, Amazonas, Piauí e Maranhão.

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