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Brasil

Bolsonaro rebate críticas e ataca pai de Michelle Bachelet, morto pela ditadura chilena

media Michelle Bachelet, Comissária de Direitos Humanos da ONU, condenou a redução do espaço democrático no Brasil. CRISTIAN HERNANDEZ / AFP

Respondendo a críticas de Michelle Bachelet, Comissária dos Direitos Humanos da ONU, sobre a redução do espaço democrático no Brasil, Jair Bolsonaro a comparou ao presidente francês, Emmanuel Macron, e atacou o pai da ex-presidente chilena, morto pela ditadura de Augusto Pinochet.

Em entrevista coletiva em Genebra nesta quarta-feira (4), Bachelet mostrou preocupação com a "redução do espaço democrático" no Brasil, especialmente por causa de ataques contra defensores da natureza e dos direitos humanos.

A declaração de Bachelet acontece após Jair Bolsonaro ter mais uma vez defendido, na terça-feira (3), a exploração econômica da maior floresta tropical do planeta.

Ela citou ainda um “aumento” do número de pessoas assassinadas por policiais, lembrando que essa violência atinge de maneira desproporcional os negros e moradores de favelas. Bachelet lamentou “o discurso público que legitima as execuções sumárias” e a persistência da impunidade. Ela denunciou ainda a busca do governo brasileiro pela liberalização da posse de armas.

A ex-presidente chilena citou que pelo menos oito militantes de direitos humanos foram assassinados no país entre janeiro e junho, a maioria após litígios envolvendo propriedades.

Ela falou ainda sobre a “exploração ilegal de recursos naturais, principalmente agrícolas, florestais e minerais”. Para Bachelet, a violência contra a proteção do meio ambiente é presente em todo o país e atinge “principalmente as comunidades indígenas”.

Ingerência

Em um post no Facebook, Bolsonaro escreveu que a chilena está seguindo a linha do presidente francês, Emmanuel Macron. Ao

“se intrometer nos assuntos internos e na soberania brasileira, investe contra o Brasil na agenda de direitos humanos (de bandidos), atacando nossos valorosos policiais civis e militares". Para ilustrar a mensagem, ele usou uma foto de Michelle Bachelet ao lado de Dilma Rousseff e Cristina Kirchner.

Bolsonaro acrescentou que Bachelet “se esquece que seu país só não é uma Cuba graças aos que tiveram a coragem de dar um basta à esquerda em 1973, entre esses comunistas o seu pai brigadeiro à época", referindo-se ao golpe que levou Augusto Pinochet e à ditadura que matou o pai da ex-presidente.

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