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Brasil

Queimadas na Amazônia criam batalha política internacional

media Imagem de satélite mostra incêndios na floresta amazônica no Estado de Rondônia, no sudoeste de Porto Velho, em 15 de agosto de 2019. Mandatory credit Satellite image ©2019 Maxar Technologies/Handou

As queimadas que destroem a Amazônia são o principal destaque de todos os jornais, rádios e TVs franceses desta sexta-feira (23). Em chamada de capa, Le Figaro destaca “a batalha política internacional” criada pelos incêndios que consomem a floresta tropical.

Após críticas das Nações Unidas e do presidente francês, Emmanuel Macron, Bolsonaro rebateu, informa Le Monde, configurando a crise internacional. A convocação por Macron de uma reunião de emergência no G7 para abordar o tema não agradou o presidente brasileiro de extrema direita. Bolsonaro acusou o líder francês de ter "mentalidade colonialista", lembra Le Monde.

O G7, que reúne as sete principais potências econômicas do mundo, acontece neste final de semana em Biarritz, na França. No entanto, o presidente brasileiro, que acusa uma ingerência internacional em assuntos internos do Brasil, mostra sua preocupação com as consequências econômicas dessa crise, com a adoção de possíveis barreiras comerciais contra o Brasil, salienta Le Monde.

“Bolsonaro joga lenha na fogueira”

Libération diz que Bolsonaro “joga lenha na fogueira da Amazônia”. Segundo o jornal progressista, há duas coisas que o presidente brasileiro não consegue parar: sua verborragia, destilada nas redes sociais e em entrevistas quase cotidianas com a imprensa, e os incêndios catastróficos na Amazônia. Na quarta-feira (21), “Bolsonaro já havia perdido a noção, ao insinuar que ONGs eram responsáveis pelas queimadas”, afirma Libé.

Todos os diários publicam fotografias da Amazônia sendo "devorada por chamas", como escreve Le Figaro. Citando dados oficiais do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o jornal conservador diz que o número de focos de fogo foi multiplicado por dois desde o início do ano. Vários jornais citam os dados do INPE, que apontam 75 mil 336 focos do início de janeiro até 21 de agosto. Os incêndios que fizeram o dia virar noite em São Paulo, na última segunda-feira (19), lembra a matéria.

Na opinião do jornal, foi esse fenômeno impressionante que fez os brasileiros tomarem consciência que a floresta pegava fogo há várias semanas. Especialistas ouvidos pela reportagem dizem que a relação entre os incêndios e o desmatamento é evidente e que esse é o sintoma mais visível da antipolítica ambiental do governo de Jair Bolsonaro.

Fotos antigas criam desinformação

Na sequência, o mundo se emocionou o hashtag #prayfor-Amazonas, que passou a ser um dos mais utilizados no Twitter, sendo compartilhado por celebridades de todo o planeta. Depois que um internauta francês lembrou uma célebre frase do ex-presidente Jacques Chirac, “nossa casa queima e estamos olhando para o outro lado”, o presidente Emmanuel Macron tuitou a mesma frase, detalha Le Figaro.

Os jornais também ressaltam a gafe do presidente francês, que utilizou em sua mensagem uma foto tirada por um fotógrafo morto em 2003. Essas imagens antigas ou sem relação com as queimadas atuais contribuíram para propagar desinformação, lamenta a imprensa francesa.

A Amazônia é a maior floresta do mundo, responsável pela produção de 20% do oxigênio do planeta e reserva ímpar da biodiversidade, ressalta Les Echos. O jornal econômico informa que esses incêndios, que registraram um recorde este ano em relação a 2013, são na maioria das vezes criminosos. Eles visam o desmatamento para a exploração de minérios ou agrícola, principalmente para o cultivo da soja.

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