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"Slow Travel”: tendência para viagens lentas atrai cada vez mais

Slow travel de trem pela América do Sul. Facebook/Langsamreisen-Slowtravel

Em tempos de alertas para a questão ambiental e com a musa Greta Thunberg dando o exemplo – ela não anda de avião e vai cruzar o Atlântico num veleiro – cresce a tendência para o chamado “slow travel” ou “slow tourism”, o ato de viajar lentamente. Tudo devagar, com calma e conteúdo.

O “slow travel” é um derivado do movimento “slow food”, surgido nos anos 1980, a partir de protestos contra a abertura de um McDonald’s em Roma. O “slow food” privilegia a comida regional, os produtos locais, refeições comunitárias e a preparação tradicional.

Chega de excursões de dez dias visitando 15 cidades na Europa ou Ásia, na correria. O “slow travel”, mais que um modo de viajar, é uma filosofia. O importante é explorar um destino e sua cultura com mais tempo, em imersão.

Arne Gudde é o fundador e diretor da empresa Slow Travel Experience, em Berlim, criada em 2010. Em entrevista à RFI Brasil, ele falou a respeito da nova tendência:

"Eu ofereço a experiência de um destino em um ritmo lento. Eu percebi cada vez mais que, viajando, era melhor começar a viagem saindo de casa e não pegar um avião para se chegar ao destino. Isso ajuda a criar mais consciência sobre o modo de viajar, de apreciar o trajeto. A consciência pelo meio ambiente é o aspecto mais importante, mas acho importante que para se preservar a natureza, é preciso apreciá-la."

Saindo do convencional

A Slow Travel Experience propõe viagens bem diferentes das que as empresas de turismo convencionais oferecem. Viagens de trem pela Sibéria e África, trajetos em cargueiros no mundo todo e percursos em veleiros, como explica Arne Gudde:

 “Normalmente, numa viagem convencional, estamos correndo do ponto A ao B sem prestar atenção, sem apreciar o percurso. Acredito que viajando cada vez mais lentamente, apreciando os arredores, vamos estar mais motivados, automaticamente, para fazer algo, proteger, entender que não precisamos correr tanto.”

Embalada pelo “slow food”, a Itália também avança no “slow travel”. Mas a França também já viu o potencial e quer correr atrás. Um relatório recente do governo mostra que o país, apesar de ter recebido um número recorde de visitantes em 2018 – 89,4 milhões – os turistas passam pouco tempo em solo francês e gastam menos que em outros lugares.

Gers, no sudoeste da França. Facebook/Gers Gascogne Tourisme

As iniciativas já estão sendo tomadas em algumas regiões da França. José Louis Pereira, diretor do comitê departamental de turismo de Gers, no sudoeste, fala sobre o movimento no país:

“Podemos dizer que se trata de uma tendência importante, mas ainda não explorada. Na França há um momento para usar essa tendência no intuito de reforçar a atratividade turística do país, das regiões envolvidas, como a nossa. O ‘slow tourism’ propõe uma mentalidade de ecorresponsabilidade, nós nos preocupamos com a questão do desenvolvimento sustentável, nos interessamos pela agricultura engajada, que segue um caminho ponderado, orgânico, pelo desenvolvimento local, ligado à cultura e ao patrimônio, aos deslocamentos sem pressa. Ou seja, tentamos reduzir nosso traço ecológico.”

O advogado Rafael Lander viajou em um cargueiro de Manaus até Vitória. Arquivo Pessoal

O advogado Rafael Lander, 37 anos, resolveu fazer uma experiência diferente em 2010, no Brasil mesmo, pela empresa alemã Slow Travel Experience. A bordo de um cargueiro, ele desceu de Manaus até Vitória:

“Eu quis fazer algo mais solitário mesmo, fora do circuito comercial. Eu tinha curiosidade em saber como funciona um navio cargueiro, que é praticamente uma cidade flutuante, como é a vida a bordo, como funcionam os portos, e como é que os bens que a gente consome chegam a nós. O navio saiu do porto de Chibatão, em Manaus, desceu por um dia até chegar à foz, no Amapá; e dali levou mais dois dias descendo até chegar a Vitória”.


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