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Brasil

Bolsonaro diz que bastaria um telefonema para Trump aceitar seu filho como embaixador

media Jair Bolsonaro defendeu a indicação do filho como embaixador nos Estados Unidos alegando que Eduardo Bolsonaro "tem uma amizade com a família do Trump" REUTERS/Adriano Machado

Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (17) que, se dependesse apenas dele, seu filho seria designado imediatamente embaixador do Brasil nos Estados Unidos. Segundo o presidente brasileiro, o chefe da Casa Branca, Donald Trump, aceitaria as credenciais de Eduardo Bolsonaro com um simples telefonema.

Enviado especial a Santa Fé

"Eu acho que já foi feito o comunicado (da designação do filho Eduardo Bolsonaro como embaixador brasileiro) aos Estados Unidos. Com um telefonema simples meu para o Trump, que me franqueou a palavra, eu tenho certeza que ele dará o sinal positivo", garantiu Bolsonaro.

Questionado sobre sua posição, o presidente brasileiro disse que, se dependesse dele, a decisão já teria sido tomada. "Por mim, eu decidiria agora, mas não posso tomar decisões de forma tão abrupta. Vamos conversar. Já conversei com o David Alcolumbre (presidente do Senado) e com Fernando Bezerra (líder do governo no Senado)", adiantou Bolsonaro, recordando que a decisão precisa passar antes pela Comissão de Relações Exteriores do Senado e pelo Plenário do Senado.

Para argumentar que um embaixador de carreira não é garantia de bom embaixador, Jair Bolsonaro criticou os diplomatas brasileiros nos últimos 16 anos. "De 2003 para cá, o que os embaixadores do Brasil nos Estados Unidos fizeram de bom para nós? Nada", declarou.

O presidente também alegou que seu filho teria uma vantagem sobre os demais embaixadores do corpo diplomático. "Ele tem uma amizade com a família do Trump", defendeu. "Imagina se o filho do (Mauricio) Macri (presidente argentino) fosse embaixador no Brasil e ligasse para mim, querendo falar comigo. Quando vocês acham que ele seria atendido. Amanhã, semana que vem ou imediatamente?", ilustrou.

O deputado Eduardo Bolsonaro costuma acompanhar o pai nas viagens internacionais como presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara de Deputados. Mas, desta vez, não viajou à cidade argentina de Santa Fé, onde se realiza a 54ª Cúpula do Mercosul.

Bolsonaro trouxe outro filho, Jair Renan, estudante, de 20 anos. Ao aproximar-se de jornalistas para uma entrevista coletiva, Bolsonaro brincou: "Apresento-lhes o próximo embaixador mirim".

Antes disso, na reunião plenária do Mercosul, o presidente brasileiro destacou o cuidado do seu governo nas indicações nas embaixadas brasileiras pelo mundo. "Um zelo nas indicações sem viés ideológico e, quem sabe, teremos um grande embaixador nos Estados Unidos em breve", disse em referência ao seu filho. Ao terminar a frase, olhou para o presidente do Paraguai, Mario Abdo, quem sorriu. O filho do presidente paraguaio é amigo de Eduardo Bolsonaro.

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