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Brasil

Para Le Monde, machismo do Brasil foi principal obstáculo na carreira de Marta

media Marta foi eleita seis vezes pela Fifa a melhor jogadora do mundo MICHAEL BUHOLZER / AFP

O jornal francês Le Monde que chegou às bancas na tarde desta quinta-feira (13) dá destaque para a jogadora de futebol brasileira Marta. O vespertino fala das dificuldades encontradas pela estrela da Seleção, que entra em campo contra a Austrália em Montpellier (sul).

Com o título "a rainha Marta tenta pegar o trono do rei Pelé", o jornal traz um perfil da jogadora que, segundo Le Monde, conquistou pouco a pouco um país no qual a cultura do futebol ainda é muito machista. O vespertino traça o percurso dessa que foi eleita seis vezes a melhor jogadora de futebol do mundo pela Fifa, mas que encontrou as principais oportunidades fora do Brasil, seja na Europa ou nos Estados Unidos, onde jogou e morou.

“Marta nasceu em uma das regiões mais miseráveis do Brasil”, conta o texto, lembrando que, aos 13 anos, ela participou de um campeonato local como titular de uma equipe masculina, antes de ser recrutada pelo Vasco da Gama. "Aos 14 anos, já era a melhor jogadora em sua categoria no campeonato brasileiro", ressalta a reportagem, frisando que ela integrou a Seleção antes mesmo dos 18 anos de idade.

Mas desde criança ela foi discriminada, destacou o jornal. “Marta era apelidada de ‘mulher macho’ quando começou a jogar futebol” e enfrentou o preconceito durante toda a sua carreira, relata Le Monde. Para o vespertino, a jogadora sofre com a dificuldade em encontrar o lugar que merece em seu próprio país, “um paraíso do futebol, mas também um inferno de misoginia”.

"Marta é para o futebol feminino o que Pelé foi para o futebol masculino", ressalta nas páginas do jornal francês Paulo Calçade, do canal ESPN. No entanto, continua o comentarista, mesmo se isso representa um fenômeno histórico do ponto de vista técnico, a jogadora “continua quase invisível”.

Nome de estádio foi boicotado

Para ilustrar a discriminação, a reportagem do Le Monde conta a polêmica recente sobre a homenagem que o governo alagoano pretendia fazer à jogadora, rebatizando o estádio de Maceió com o nome de Marta. O projeto sofreu muita resistência pois, lembra o jornal, "seria preciso apagar do estádio o nome de um outro ícone, o rei Pelé". Marta fez mais gols que Pelé à frente da Seleção, mas “não se ataca dessa forma um rei do futebol, ainda mais sendo uma mulher", ironiza a reportagem.  

Le Monde lembra ainda que, aos 33 anos, Marta se prepara para pendurar as chuteiras. No entanto, ela vai deixar os gramados sem os milhões conquistados por Neymar, jogador que, aliás, admira a craque da Seleção feminina.

Mesmo assim, insiste Le Monde, Marta, que é embaixadora para as Mulheres da Organização das Nações Unidas, deixará os gramados “com a glória das pioneiras”. Segundo o vespertino francês, independentemente do resultado dessa Copa do Mundo, a brasileira marcou para sempre a história do futebol feminino e do combate feminista.

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