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Visita de Bolsonaro à Argentina pode atrapalhar campanha de Macri

Visita de Bolsonaro à Argentina pode atrapalhar campanha de Macri
 
O presidente argentino, Mauricio Macri, tentará se reeleger em outubro. REUTERS/Marcos Brindicci

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, chega a Buenos Aires na manhã desta quinta-feira (6) para uma visita oficial. Ele será recebido pelo chefe de Estado argentino, Mauricio Macri, a quem dará um controverso apoio para a reeleição. Em frente à Casa Rosada, na Praça de Maio, uma manifestação promete ser a maior já convocada no exterior em repúdio ao pesselista. 

Márcio Resende, correspondente da RFI em Buenos Aires

Ao longo do último mês, Bolsonaro criticou oito vezes a ex-presidente Cristina Kirchner, que tenta voltar ao poder. Bolsonaro diz torcer pela reeleição de Macri e tenta alertar os argentinos sobre o risco de um retrocesso ao votarem na ex-presidente, "que faria da Argentina uma Venezuela", segundo o pesselista. Bolsonaro chegou a dizer, inclusive, que pede a Deus para que Cristina Kirchner não volte a ser presidente.

Mas, ao mesmo tempo que quer apoiar Macri, o presidente brasileiro pode prejudicar sua campanha. Na Argentina, não há espaço para a extrema direita, muito menos para aquela que defende a ditadura, a prisão e a tortura.

A Argentina é, provavelmente, o país que mais rejeita os militares no mundo. É, sem dúvida, a nação que mais condenou ex-militares da ditadura. Além disso, Bolsonaro tem péssima imagem no país. Portanto, a intenção de ajudar Macri pode ser, na verdade, "fogo amigo".

Macri precisa manter um equilíbrio político. Receber Bolsonaro pode ajudar a garantir o voto da direita argentina e a dar um sinal ao mercado de que também fará reformas econômicas se reeleito. Mas uma foto dos dois presidentes juntos é tudo o que a oposição quer para associar a imagem dos dois e tornar mais difícil a reeleição do argentino. Por isso, Macri recebe Bolsonaro agora e não perto das eleições de outubro.

Manifestação em repúdio a Bolsonaro

A manifestação prevista para a tarde desta quinta-feira na Praça de Maio, em frente à Casa Rosada, vai justamente tentar associar a imagem de Macri com a de Bolsonaro. Aliás, os cartazes e as palavras de ordem que convocam ao protesto já indicam essa intenção.

Será um protesto contra Bolsonaro, mas que, no fundo, é contra Macri. A mobilização foi convocada por mais de 50 organizações sociais, políticas e sindicais, todas elas contra Macri e a favor de Cristina Kirchner.

Bolsonaro vai encontrar o país onde o movimento feminista é uma referência para a região. Também vai se deparar com a sociedade com maior organização social da América Latina. Na Argentina, tudo o que pessilista defende tem mais resistência.

A manifestação pretende convocar, pelo menos, cinco mil pessoas e ser o maior repúdio internacional contra Bolsonaro até hoje. O protesto pode se repetir dentro de 40 dias, quando o presidente brasileiro voltará à Argentina para a reunião de Cúpula do Mercosul.

Foto de Macri com Bolsonaro, é tudo o que a oposição quer para associar a imagem dos dois e tornar mais difícil a reeleição de Macri. M. Resende

Visita inédita

A visita de Bolsonaro a Buenos Aires é inédita por vários motivos. O primeiro é que ele nunca foi à Argentina como presidente. Além disso, é a primeira vez que um chefe de Estado do Brasil quebra a tradição de não interferir nos assuntos internos de outro país, declararando abertamente o seu apoio à reeleição de Macri.

O terceiro motivo é que a Argentina também quebrou um protocolo histórico para esta visita. Normalmente, um chefe de Estado visita os Três Poderes de um país: Executivo, Legislativo e Judiciário.Mas em vez de ir ao Congresso argentino e à Corte Suprema, são os legisladores e os juízes argentinos que vão ao encontro de Bolsonaro na Casa Rosada, sede do Executivo.

Essa alteração de última hora revela a preocupação com a segurança de Bolsonaro nos deslocamentos.

Principais assuntos

Na Casa Rosada, Bolsonaro participa de uma reunião privada com Macri, seguida de uma reunião com os sete ministros que acompanham o presidente brasileiro. 

Os assuntos centrais são Segurança na fronteira, Assistência Jurídica Mútua em Matéria Penal, troca de energia entre os dois países, cooperação em Bioenergia e em Biocombustíveis, a crise na Venezuela e as negociações do Mercosul com a União Europeia por um acordo comercial.

Haverá uma declaração à imprensa e um encontro com parlamentares e juízes.

Depois da Casa Rosada, o presidente vai encerrar um seminário de sobre assuntos de Defesa na Embaixada do Brasil em Buenos Aires. Ele termina a jornada com uma apresentação de negócios com empresários argentinos.


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