Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 23/10 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 23/10 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 23/10 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 23/10 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 23/10 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 23/10 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 22/10 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 22/10 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.

Intolerância a valores progressistas pode impactar na publicidade, diz pesquisadora

Intolerância a valores progressistas pode impactar na publicidade, diz pesquisadora
 
Maria Eduarda Mota Rocha, socióloga e professora da UFPE. RFI

Estudiosa da história da publicidade brasileira, a pesquisadora Maria Eduarda da Rocha, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) constata que a censura de uma campanha do Banco do Brasil pelo presidente Jair Bolsonaro, em abril, canalizou uma resistência ao uso de valores progressistas pelas peças publicitárias no país. A incorporação da responsabilidade social se iniciou nos anos 1980 e se acentuou após a conferência Rio+92, que instaurou a preocupação ecológica e abriu as portas para a inclusão de outras áreas como educação, saúde e cultura.

Naquela época, lembra a pesquisadora, os grandes bancos sentiram a necessidade de se associar a institutos culturais para melhorar a própria imagem. Hoje, é a incorporação da diversidade racial, de gênero e orientação sexual que está em curso nas agências, que transmitem a preocupação das marcas em captar as mudanças dos tempos.

Entretanto, o episódio do Banco do Brasil instala um marco. “Há uma intolerância a valores progressistas que estavam se refletindo na publicidade brasileira”, afirma Rocha, em entrevista à RFI.

Rejeição crescente às grandes empresas

A professora de sociologia, que esteve em Paris para palestras e aprofundar pesquisas sobre o sociólogo francês Pierre Bourdieu, nota que, ao mesmo tempo, a visão negativa sobre as grandes empresas tem aumentado muito. Começou nos anos 1980, com as marcas de cigarros e bebidas.

Mais recentemente, são as fabricantes de automóveis e de telefonia que enfrentam resistência. “É um movimento global, como pudemos ver com os protestos dos coletes amarelos aqui na França. Há uma certa percepção de que o mundo vai muito bem para o 1% mais rico, e muito mal para o resto”, analisa.

Rocha é autora de “A nova retórica do capital: a publicidade brasileira em tempos neoliberais”, fruto de sua tese de doutorado na USP. O trabalho rendeu-lhe um prêmio Jabuti na categoria Comunicação, em 2011.  


Sobre o mesmo assunto

  • Imprensa

    Objetivo de moeda digital do Facebook é acessar dados pessoais, adverte especialista

    Saiba mais

  • Publicidade/ Machismo

    Reino Unido vai proibir anúncios de publicidade machistas em 2019

    Saiba mais

  • Feminismo/França

    Outdoor do TGV gera queda de braço entre prefeitura de Béziers e feministas

    Saiba mais

  • Estados Unidos / Polêmica / Publicidade

    Moradores de São Francisco aprovam campanha da Nike com atleta antirracista

    Saiba mais

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. ...
  5. seguinte >
  6. último >
Programas
 
O tempo de conexão expirou.