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Brasil

Filme brasileiro "Bacurau" ganha prêmio do júri no festival de Cannes

media Ladj Ly, entre Kléber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, com quem dividiram o prêmio do juri em Cannes REUTERS/Eric Gaillard

O filme “Bacurau”, de Kléber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, recebeu o prêmio do júri do 72° Festival de Cinema de Cannes. Os diretores brasileiros dividiram a honraria com o francês Ladj Ly, pelo filme “Les Misérables”.

Enviado especial a Cannes

“Bacurau” era um dos 21 filmes na disputa e o único latino-americano na seleção para a Palma. A trama, que se passa "dentro de alguns anos no Brasil", conta a história de uma cidade, localizada no Sertão do Seridó, que desaparece misteriosamente do mapa. O western contemporâneo dividiu a crítica em Cannes, onde Kléber Mendonça é conhecido desde que participou do festival em 2016, com “Aquárius”.

Mas o diretor ressaltou que sua história com o evento francês é bem mais antiga. Ao receber o prêmio, o cineasta lembrou que há vinte anos frequenta o festival, desde a época em que era crítico de cinema. “É muito estranho estar agora nesse palco”, declarou.

Já Juliano Dornelles homenageou a equipe que "trabalhou duro para que o filme ficasse pronto". O diretor, que em entrevista à RFI disse que o projeto é uma forma de resistência, dedicou o prêmio "a todos os trabalhadores do Brasil”. “Somos embaixadores da cultura e precisamos de seu apoio”, completou Mendonça.

Forte participação brasileira

Essa edição foi histórica para o Brasil, presente no Festival de Cannes com sete filmes, entre produções e coproduções. Além de “Bacurau” e “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão”, de Karim Aïnouz, que conquistou a mostra Um Certo Olhar, “Indianara”, de Aude Chevalier-Beaumel e Marcelo Barbosa, foi elogiado na mostra Acid, e “Sem Seu Sangue”, primeiro longa de Alice Furtado, foi exibido na Quinzena dos Realizadores.

O cinema nacional também foi representado pelas coproduções “O Traidor”, “Breve História del Planeta Verde” e a animação “Bob Cuspe – Nós não gostamos de gente”. O Brasil ficou atrás apenas da França, dos Estados Unidos e da Bélgica em número de filmes apresentados. Sem esquecer a presença de Rodrigo Teixeira, produtor brasileiro que desembarcou em Cannes com três projetos.

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